Governo aprovou estratégia nacional para promoção da produção de cereais

O Governo visa atingir, num horizonte de cinco anos, um grau de autoaprovisionamento em cereais de cerca de 40%; 80% no arroz, 50% no milho e 20% no trigo, cevada e aveia, por exemplo. Atualmente, o nível de aprovisionamento de cereais em Portugal é de 20%

O Governo aprovou hoje, dia 12 de julho, a Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais, com objetivo de reduzir a dependência externa e consolidar e aumentar as áreas de produção.

“Tendo em conta o potencial da produção cerealífera em termos territoriais e as oportunidades acrescidas decorrentes do Programa Nacional de Regadio, o Governo visa atingir, num horizonte de cinco anos, um grau de autoaprovisionamento em cereais de cerca de 40% (correspondendo 80% ao arroz, 50% ao milho e 20% aos cereais praganosos, [como o] trigo, cevada, aveia, etc”, revele um comunicado do Ministério da Agricultura.

De acordo com esse documento, a Estratégia Nacional foi elaborada pelo Grupo de Trabalho dos Cereais, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, integrando a Associação Nacional de Produtores de Cereais, a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo e a Associação de Orizicultores de Portugal.

“De acordo com o diagnóstico do Grupo de Trabalho, a superfície ocupada com cereais correspondia, no final dos anos 80, a cerca de 900 mil hectares, aproximadamente 10% do território nacional, tendo diminuído para 257 mil hectares em 2016. Este decréscimo decorreu, essencialmente, da discrepância de preços praticados ao longo deste período em Portugal e na União Europeia. Os níveis de auto aprovisionamento apresentam atualmente um valor na ordem dos 23%, situação que o Governo pretende inverter”, destaca o referido comunicado.

A Estratégia para a Promoção da Produção Nacional de Cereais será executada através de um Plano de Ação, elaborado e implementado pelos serviços e organismos de cada área governativa, em função da natureza das medidas em causa, assegura o ministério liderado por Luís Capoulas Santos.




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