Fuelóleo em Peniche poderá demorar meses a ser retirado

O impacto do derrame já se nota no surf e na pesca.

O capitão do porto de Peniche, Marco Augusto, considera que a zona de Peniche afetada pelo derrame de fuelóleo da semana passada vai demorar meses a ser limpa. De acordo com o Diário de Notícias desta terça-feira, o impacto do incidente já se nota no surf e na pesca, atividades com vários adeptos no concelho. A praia do Abalo e a do Porto da Areia Norte estão interditas devido aos vestígios das três ou quatro toneladas de nafta que atingiram o areal e o mar oestino.

“Sabemos que a empresa tem um sistema de caldeiras segundo o qual, na contagem do depósito, faltavam quatro toneladas de combustível, fuelóleo. Entre a empresa e a arriba há uma conduta de sistema de caixas que certamente fez retenção de alguns, talvez uma tonelada”, afirma ao DN o capitão do porto de Peniche, Marco Augusto.

No início da tarde da passada quinta-feira (7), uma rutura no abastecimento de uma caldeira de uma empresa resultou no derrame de cerca de três toneladas de fuelóleo no mar, em Peniche.  A Capitania do Porto assegurou que a maioria da nafta já foi retirada. Segundo a agência Lusa, a ocorrência já foi reportada ao Ministério Público para averiguar o grau da infração no derrame de fuelóleo.

Tendo em conta que o problema foi detetado cedo, a ação de limpeza de “cerca de um terço de areal” foi feita pela brigada antipoluição da Polícia Marítima, com o apoio da Plastimar, a empresa de produção de plásticos responsável pelo derrame, localizada na zona industrial da mesma cidade.





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