Exército sueco vai passar a integrar mulheres com medo da Rússia

O governo da Suécia pretende restabelecer o serviço militar através de recrutamento e planeia incorporar mulheres para "oferecer resistência à Rússia". O medo de uma guerra no mar Báltico está a instalar-se na Escandinávia.

Segundo um artigo publicado esta semana no “Washington Post”, o governo sueco está a reforçar o recrutamento militar. Os especialistas citados pelo jornal norte-americano explicam a medida com “o medo perante a Rússia”. De acordo com o mesmo órgão de comunicação, uma sondagem recente terá concluído que 70% dos suecos estão a favor de restabelecer o serviço militar obrigatória.

“A anexação da Crimeia pelos russos e os movimentos militares ao longo das fronteiras dos países europeus nórdicos da Rússia fizeram soar os sinos de alarme nas capitais da União Europeia. Na Suécia, Finlândia e Noruega, essas preocupações são regularmente citadas no parlamento e pelos meios de comunicação,  referindo que bastam apenas algumas horas para a Rússia lançar uma invasão”, refere o jornal.

Também o centro científico britânico Chatham House referiu recentemente que a Suécia está atrasada em relação à situação de segurança na Europa.

Este medo sobre uma ameaça russa na Suécia não surge do nada. Além do “Washington Post”, o jornal sueco “Dagens nyoheter” referiu igualmente, citando fontes dos serviços secretos, a “ameaça crescente” por parte da Rússia. O jornal recorda o fato de as forças armadas suecas terem voltado a ter presença permanente na ilha da Gotlândia, no mar Báltico, após vários anos de ausência. A instalação dos militares vai ser efetuada mais cedo do que foi planeada, em 2017 e não em 2018. Apesar disso, o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist, garantiu que não existe uma ameaça de ataque contra o país.

Suécia pode ser o primeiro país a ser atacado pela Rússia?

Este medo crescente é visível num relatório feito pelo embaixador Krister Bringéus, ex-chefe da delegação sueca na OSCE, divulgado durante o mês de Setembro, onde é referido que a Suécia poderá ser o primeiro país a ser atacado pela Rússia em caso de uma eventual guerra no mar Báltico. O documento aconselha a Suécia a aderir à NATO, pelo facto de ser incapaz de se defender sozinha contra a Rússia.



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