Luís Nobre Guedes: “Estamos em negociações para reforçar a equipa”

NGMS passa a fazer parte da Andersen Global, uma associação internacional com 60 sociedades e 2.000 advogados. E agora vai reforçar a equipa.

A Nobre Guedes, Mota Soares & Associados (NGMS) passou esta semana a fazer parte da Andersen Global, em mais um movimento de integração de uma firma portuguesa numa associação internacional de escritórios. Neste caso, um gigante que conta com 60 sociedades e mais de dois mil advogados espalhados pelo globo.

“Tornarmo-nos parte da Andersen Global dá-nos uma enorme oportunidade de crescimento na Europa e internacionalmente, ao mesmo tempo que nos mantemos empenhados em disponibilizar serviços de consultoria jurídica e fiscal dinâmicos e especializados”, disse ao Jornal Económico o sócio Luís Nobre Guedes.

A firma conta atualmente com três dezenas de advogados, dos quais cinco sócios. Mas a intenção é crescer através da integração de equipas vindas de fora, para fazer face ao acréscimo de trabalho que a integração na Andersen vai trazer, revelou Luís Nobre Guedes.

“Estamos em negociações para reforçar a nossa equipa através da integração de profissionais e de estruturas que já existem e que têm determinadas valências que o mercado valoriza e reconhece”, disse o advogado, prometendo novidades “para breve”.

A Andersen Global foi fundada por antigos sócios da consultora Artur Andersen, que compraram o direito a utilizar essa marca. A Artur Andersen chegou a ser a maior firma mundial de auditoria, mas colapsou na sequência do caso Enron. No entanto, o problema que esteve na origem do colapso da lendária firma deu-se na área de auditoria e não nas unidades de consultoria fiscal e jurídica. Razão pela qual vários antigos sócios relançaram a marca em 2014, operando apenas na consultoria e não na auditoria, com uma associação de escritórios com alcance global.

“O racional da integração na associação Andersen Global é precisamente poder ajudar os nossos clientes numa perspetiva global. De resto, a procura de parcerias fora do país sempre foi uma característica do escritório, caso do acordo que mantínhamos com a espanhola Olleros Abogados, também ela inserida agora na Andersen Global”, disse ao Jornal Económico o sócio Nuno Oliveira Garcia. Acrescentou que, “com a junção a uma marca como a Andersen Tax & Legal, é expectável um aumento de solicitações por parte de clientes estrangeiros, atuais e novos”.

“Os inputs que já temos ao nível de aumento de clientela são claros, no sentido de que as áreas de laboral, de comercial e de contencioso, serão também muito potenciadas”, disse, acrescentando que a perspetiva é de “crescimento” e que o reforço da equipa nas várias áreas de prática “está pensado e pronto a ser operacionalizado”.

Questionado sobre o tema da multidisciplinaridade, Nuno Oliveira Garcia afirmou que o assunto é “indiferente” à firma. “Na medida em que somos uma sociedade de advogados totalmente independente, constituída por sócios portugueses que são naturalmente advogados há vários anos, com carreiras conhecidas até. Preferimos constatar apenas que, na vizinha Espanha, a multidisciplinariedade está regulada há algum tempo, sem que tal tenha contribuído para a degradação da profissão de advogado”, disse.



Mais notícias