Estado da Nação: BE quer aumento dos salários, novas leis laborais e mexidas no IRS

Depois de atacar a direita, Catarina Martins pediu a António Costa que cumprisse as promessas do Governo relativamente ao aumento do salário mínimo, à idade das reformas e ao fim da progressividade no IRS. Costa confirmou quase todas as reivindicações.

Abrindo a sua intervenção afirmando que o estado da Nação é de choque com a tragédia de Pedrógão e afirmando o compromisso do Bloco de Esquerda na investigação dos responsáveis, Catarina Martins desvalorizou o papel da direita no debate, referindo que “a direita cortou tanto que ficou sem nada”, colocando-se agora “em bicos de pés” para criticar o Governo.

Catarina Martins relembrou ainda a existência de 2,6 milhões de pessoas em situação de pobreza e afirma que este “é o primeiro défice que temos de combater”. Certa de que “parar o empobrecimento é prioridade”, a coordenadora do Bloco quis saber “quando é que as pessoas se reformarão sem penalizações”, referindo-se ao prometido fim do sistema de sustentabilidade, “que penaliza toda uma vida”, disse Catarina Martins.

Ao mesmo tempo, a deputada pediu a António Costa garantias sobre três das promessas eleitorais do PS: o aumento do salário mínimo para 580 euros “a 1 de janeiro de 2018”; a revogação das leis laborais impostas na era troika a garantia do aumento da progressividade no IRS, com a respetiva mexida nos escalões, pois “mais escalões no próximo Orçamento de Estado repõem justiça”.

António Costa “quase” respondeu a todos os pedidos da bloquista, garantindo que o aumento do ordenado mínimo nacional entrará em vigor a 1 de janeiro de 2018, “como prometido”. No entanto, quanto à progressividade do IRS, apenas é prometida a continuidade do trabalho para a progressividade, desde logo pela alteração dos escalões. Trabalho foi também o que Costa prometeu no combate à precariedade e ao desemprego juvenil.





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