Ericsson vai despedir 14 mil pessoas. Portugal pode ser afetado

A empresa sueca perdeu 105 milhões de euros líquidos, e a faturação desceu 8%, penalizada por fracas vendas na Europa e na América Latina. A Ericsson tem presença em Portugal.

A empresa tecnológica Ericsson está a planear despedir 14 mil pessoas, na Europa e na América Latina, depois dos maus resultados alcançados no segundo trimestre deste ano. A empresa tem presença em Portugal.

Ao todo podem ser 25 mil postos de trabalhos em risco. Esta possibilidade foi avançada pelo jornal sueco Svenska Dagbladet. A empresa confirma que vai avançar em breve com um plano de redução de custos, mas considera “prematuro” falar em medidas específicas.

“Estamos a falar de cerca de 14 mil funcionários que possivelmente vão embora. Ainda não é claro como é que este processo vai acontecer. Mas basicamente vamos fechar os nossos escritórios nos países onde as vendas são mínimas”, disse uma fonte próxima da administração do grupo ao jornal.

Contactada pela agência Lusa, fonte da empresa remeteu qualquer esclarecimento para o comentário oficial do grupo, disponível no ‘site’ e publicado com a data desta quinta-feira, 7 de Setembro, onde a Ericsson diz já ter comunicado que um dos grandes objectivos da empresa era o de reduzir custos e aumentar a eficiência.

“Relacionando [esta estratégia] com os resultados do segundo trimestre, a Ericsson comunicou que o grupo, à luz da conjuntura do mercado, vai acelerar as acções planeadas para assegurar que o objectivo de duplicar a margem de operações durante o ano de 2018 pode ser alcançada”, refere.

“Quando a Ericsson implementar estes planos para reduzir custos, irá comunicar oportunamente as suas intenções e que trabalhadores poderão vir a ser afectados”, indica.

No segundo trimestre a Ericsson perdeu 105 milhões de euros líquidos e a facturação em termos homólogos baixou 8%, penalizada por vendas fracas na Europa e América Latina, onde o grupo conta actualmente com 53 mil trabalhadores, um pouco menos de metade do total.

Segundo o jornal sueco, o director executivo Börje Ekholm já terá informado todos os seus planos à administração.






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