EDP Comercial quer atingir 4,2 milhões de clientes em 2017

Entre 2012 a 2017, a EDP já investiu 40 milhões de euros no desenvolvimento dos seus sistemas comerciais e canais de atendimento.

No mercado livre, a EDP Comercial terminou 2016 com cerca de 4 milhões de clientes de electricidade e 600 mil clientes de gás natural. Em relação à quota, na electricidade, situa-se nos 85%, enquanto que no gás natural está na ordem dos 50%, uma percentagem que “achamos muito atrativa”, sublinha Miguel Stilwell, presidente da EDP Comercial, em declarações aos jornalistas, esta tarde.

Quanto ao mercado regulado, na electricidade, a EDP Comercial teve 1,4 milhões de clientes e no gás natural cerca de 180 mil clientes, assegurando que “mais de 90 por cento está muito melhor no mercado livre do que no mercado regulado”.

Para 2017, a EDP Comercial prevê atingir os 4,2 milhões de clientes no mercado português de electricidade, esperando um aumento de 200 mil clientes para um total de 4,2 milhões.

Entre 2012 a 2017, a EDP já investiu 40 milhões de euros no desenvolvimento dos seus sistemas comerciais e canais de atendimento. Em sistemas comerciais, a EDP lançou o CRM; o Voice of Customer, onde os clientes têm a oportunidade de avaliar o serviço EDP de 0 a 10 e ainda a possibilidade de enviar comentários e sugestões e a Nova Fatura, lançada em outubro, que apresenta um design inovador e uma linguagem mais clara e simples.

Nos canais de atendimento, foram remodeladas as lojas EDP e expandiram-se mais 25; o edponline – área de cliente que conta com mais de 1 milhão de utilizadores; a Linha de atendimento a cliente e o site helpcentre.

Os resultados divulgados hoje indicam ainda uma diminuição de 45% no número de reclamações.

Esta tarde foram também apresentadas algumas novidades para os clientes. No setor das utilities, a empresa lança, em abril, a primeira fatura interativa no mercado que permite dar mais serviço ao cliente digital. Esta novidade vai ser anunciada já na próxima semana. Do ponto de vista de funcionalidade, a fatura interativa “adapta-se ao ecrã e clicando-se sob as várias áreas, o cliente consegue navegar na fatura”, podendo visualizar detalhes, leituras, alertas para prazo de entregas de faturas, entre outras funcionalidades, evitando “ter que telefonar ou entrar na EDP online”.

Contudo, esta nova solução destina-se apenas para os clientes que tenham a fatura electrónica, ou seja, “estamos a falar de 1,4 milhões de clientes”.

Em 2012, as faturas foram redesenhadas por forma a mitigar pain points identificados pelos clientes. Posteriormente, em outubro de 2016, a EDP lança a denominada “fatura clara”, com um novo design, conteúdos relevantes e informação pedagógica sobre eficiência energética.

A fatura interativa vai ser acompanhada por uma campanha de promoção que arranca a 10 de abril e tem como principal target o cliente digital.

Com o conceito Casa Inteligente,a empresa vai apostar também numa oferta energética do futuro sendo que a mais recente novidade é na aposta nas baterias. A solução de “energia solar EDP + baterias” permite minimizar o desfasamento entre o período de produção e o período de consumo. Assim, os clientes podem armazenar o excesso de produção durante o dia para consumir à noite. Neste momento “posso dizer que este não é um produto economicamente racional”, admite o presidente da EDP Comercial.

A mobilidade elétrica é outras da apostas. Em breve, a empresa vai abrir dois novos postos de carregamento rápido na 2ª Circular, em Lisboa.

Para 2017, a empresa  quer continuar a a apostar no desenvolvimento do portfolio de serviços de valor acrescentado, procurando, através de soluções inovadoras, responder às diferentes necessidades dos segmentos dos clientes.

Espanha: Objetivo é continuar a crescer

Na espanha, a EDP conta com mais de um milhão os clientes de eletricidade, 850 mil clientes de gás natural e 525 mil clientes Funciona.

Para 2017, o objetivo é continuar a crescer  fora das zonas de incumbência e a empresa prevê um crescimento  em 100 mil clientes este ano para um total de 1,1 milhões. “Olhamos para a península ibérica de uma forma integrada”, refere Miguel Stilwell.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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