“Economia da Energia”: Pordata Europa passa a disponibilizar informação

A base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos sustenta que a energia "é um dos fatores determinantes na competitividade das atividades económicas".

A Pordata Europa vai passar a disponibilizar a partir de agora dados sobre a evolução dos setores de atividade económica, em termos do consumo de energia e das emissões de gases com efeito de estufa geradas face à riqueza económica criada (PIB). A chamada “Economia da Energia” passa a ser incluída no tema “Ambiente, Energia e Território” e contará com informação desde 1995 relativa aos 28 países da União Europeia, onde se inclui Portugal.

“Nas últimas duas décadas tem aumentado de forma significativa a necessidade de avaliar a eficiência na utilização da energia e as opções de alternativas energéticas com menos impacto nas alterações climáticas”, afirma a Pordata em comunicado, sublinhando que a energia “é um dos fatores determinantes na competitividade das atividades económicas”.

Segundo avança a Pordata, em 2015, Portugal fazia parte do grupo de países com menor consumo de energia final por cada milhão do PIB, ocupando a sétima posição da lista. A base de dados estatísticos da Fundação Francisco Manuel dos Santos revela ainda que tem sido notória a “diminuição das emissões de gases com efeito de estufa por cada milhão de euros do PIB” nos últimos 20 anos.

No entanto, “Portugal encontra-se ainda no grupo de países com a variação mais baixa, ou seja, que registou menor redução em termos relativos” nas emissões de gases com efeito de estufa em relação à riqueza económica criada.

Os dados agora disponibilizados permitem concluir ainda que “entre 1995 e 2015, a produção de energia primária renovável por milhão de euros de riqueza criada (PIB) diminuiu em Portugal 21%” e que o setor agricultura e pescas “é o que tem evidenciado acréscimos nos últimos 20 anos, no consumo de eletricidade face à riqueza gerada por esse setor [Valor Acrescentando Bruto] e Portugal não é exceção, tendo o seu valor praticamente duplicado entre 1995 e 2015”.



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