Dieselgate: 180 mil consumidores processam Volkswagen

A Volkswagen prepara-se para enfrentar a maior ação legal conjunta em território europeu. Um grupo de 180 mil consumidores quer ser ressarcido do valor pago pelos automóveis fraudulentos que compraram, o que pode custar à marca 4,5 mil milhões de euros.

A saga Dieselgate parece não ter fim para a Volkswagen. Segundo o Financial Times (FT), a Volkswagen tem a braços a maior ação legal alguma vez apresentada contra si em território europeu. Um conjunto de 180 mil consumidores pretende ver restituído o valor pago pelos seus automóveis, o que pode significar encargos de 4,5 mil milhões de euros.

Os consumidores formam a Stichting Volkswagen Car Claim Foundation, fundada em outubro de 2015, e são representadas por várias firmas de advogados, entre elas a holandesa ADK e a Harcus Sinclair, do Reino Unido.

Damon Parker, sócio na Harcus Sinclair, diz ao FT que esta é a primeira de muitas parcerias europeias em torno desta matéria, com o objetivo de minar os esforços legais da VW, que tenta manter as ações separadas. “A VW está a forçar os consumidores a lançar ações legais na sua jurisdição”, disse Parker ao FT, acrescentando, “Estamos a tentar contornar esta situação (…) criando esta aliança pan-europeia. Queremos garantir que tantas pessoas quanto possível são ressarcidas”.

Apesar de alguns analistas dizerem que esta ação legal não será bem-sucedida, este é um claro sinal de que o Dieselgate continua a afetar a reputação da marca, numa altura em que tenta deixar para trás esta polémica.

Recorde-se que, apesar de ter acordado o pagamento de cerca de 21,5 mil milhões de euros de indemnizações nos EUA, a Volkswagen sempre recusou o pagamento de qualquer verba na Europa, alegando não ter violado lei alguma.

O único passo tomado para compensar os cerca de nove milhões de consumidores afetados na Europa foi um recall para reprogramar os veículos, mas a DECO declarou mais recentemente que os modelos reparados saem das oficinas a poluir tanto ou mais do que quando lá entraram.





Mais notícias