“Deviam garantir o nosso futuro, mas enriquecem apenas uma pessoa”. Ronaldo já gera polémica em Itália

"É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias a meio do mês já quase não têm dinheiro?", questiona o sindicato italiano, que anunciou uma greve dos trabalhadores do fabricante de automóveis entre 15 e 17 de julho.

REUTERS/Sergio Perez

Os trabalhadores do construtor autóvel Fiat marcaram uma greve em protesto contra a transferência de Cristiano Ronaldo para a Juventus. A empresa italiana é a principal patrocinadora do clube de Turim e pertence à família Agnelli, sendo o primo de John Elkann, presidente do grupo Fiat Chrysler Automobiles, André Agnelli, o presidente da ‘Vecchia Signora‘.

Os empregados, que não são aumentados há 10 anos, já haviam mostrado a sua indignação com os valores envolvidos no negócio do jogador português, ainda sua mudança para Turim não estava confirmada. Agora, com a transferência fechada, o sindicato italiano ‘Unione Sindacale di Base’ emitiu um comunicado a dar conta da marcação de uma greve, na fábrica da Fiat, em Melfi a partir das 22h00 do dia 15 de julho e até às 18h00, do dia 17 de julho.

“Os trabalhadores da Fiat deram uma fortuna aos patrões nas últimas três gerações, mas foram compensados com uma vida de miséria. A Fiat deveria investir em novos modelos que consigam garantir o futuro de milhares de pessoas, ao invés de enriquecerem apenas uma pessoa. Esse é que deveria ser o objetivo. A empresa deveria colocar os interesses dos seus empregados em primeiro lugar. Se isto não acontece, é porque eles preferem o mundo do futebol e do entretenimento em detrimento do resto”, refere o comunicado.

O sindicato italiano questiona ainda os números do negócio em comparação com aquilo que recebem os trabalhadores. “Não é aceitável que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifícios económicos, enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador. Eles dizem às famílias para apertarem cada vez mais o cinto e depois decidem investir tanto dinheiro num jogador. Acham isso justo? É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias a meio do mês já quase não têm dinheiro? Somos todos empregados e esta diferença de tratamento não pode continuar”, salientam.






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