Crédito Agrícola sobe 10% os lucros para 59,7 milhões em 2016

"No mesmo período o negócio bancário do grupo apresentou um resultado líquido de 72,1 milhões de euros, representando um crescimento de 28% face a 2015, altura em que foi de 56,3 milhões", refere o banco liderado por Licínio Pina.

O Grupo Crédito Agrícola apresentou hoje os resultados do exercício de 2016, ano em que obteve um resultado líquido consolidado de 59,7 milhões de euros, mais 10% do que no anterior. A rentabilidade dos capitais próprios atingiu os 4,79%.

O rácio de capital core (CET1) fixou-se nos 13,82% em versão phased-in (na versão fully loaded foi de 13,10%)

“No mesmo período o negócio bancário do grupo apresentou um resultado líquido de 72,1 milhões de euros, representando um crescimento de 28% face a 2015, altura em que foi de 56,3 milhões”, refere o banco liderado por Licínio Pina. Graças a um ganho na margem financeira que superou em 12,6% as receitas por esta via no ano anterior. Mas o produto bancário total caiu 5,6% num ano.

Os resultados do negócio bancário foram, em parte, contrabalançados com perdas registadas, pelo Grupo Crédito Agrícola, nos veículos de desinvestimento imobiliário.

Na actividade bancária o ROE fixou-se em 5,87% (1 ponto percentual acima de 2015).

No negócio bancário, em 31 de Dezembro de 2016, a carteira de crédito (bruto) a clientes ascendia a 8,7 mil milhões de euros, um crescimento de 3,4%, face a 2015, tendo o crédito bruto a empresas e sector público administrativo, um peso relativo superior a 50% na carteira de crédito bruto. Este crédito a empresas e sector público apresentou um crescimento de 5,3% face a 2015, “em contra-ciclo com a variação de crédito bruto verificada no sistema bancário”, refere o Grupo que realça que isso terá proporcionado um reforço da quota de mercado do Grupo Crédito Agrícola neste segmento.

Em 2016 foi feito um reforço de provisões e imparidades de 56 milhões de euros.

Em termos de qualidade da carteira de crédito do Grupo Crédito Agrícola, o rácio de crédito vencido há mais de 90 dias em Dezembro de 2016 era de 6,2% e o rácio de cobertura do crédito vencido há mais de 90 dias situou-se nos 133,2%.

Do outro lado do balanço, os recursos totais de clientes totalizaram 14,0 mil milhões de euros (dos quais 11,8 mil milhões sob a forma de depósitos bancários), evidenciando um crescimento, em termos homólogos, de 5,7% correspondente a 760 milhões de euros. O crescimento nos produtos fora do balanço bancário verificou-se essencialmente nos fundos de investimento mobiliário que aumentaram 26 milhões de euros (+6,8%) face ao período homólogo, avança a instituição.

No final de 2016, o rácio de transformação de depósitos em crédito líquido ascendia a 67,9%, “significativamente abaixo do limiar máximo de transformação recomendado (120%)”, diz o comunicado.

Os resultados das empresas do Grupo em 2016 deram um contributo positivo ao resultado consolidado, nomeadamente de +4,2 milhões de euros da CA Vida (seguros vida), de +3,8 milhões de euros da CA Seguros (seguros não vida) e de -0,3 milhões de euros da CA Gest (gestora de activos), acrescenta o banco vocacionado para o crédito à agricultura.

O Grupo anunciou que a rede de distribuição do Crédito Agrícola, ao longo de 2016, implementou  alterações pontuais de horários e encerramentos de agências “que, no global, visaram melhorar a prestação de serviços financeiros e de protecção à população, sendo de registar que o número total de agências fixou-se em 672 (menos três que no ano anterior), constituindo-se como a 2ª maior rede do sistema bancário nacional e apresentando-se como um factor de desenvolvimento das regiões mais desfavorecidas do país”, acrescenta o Crédito Agrícola.

“Para além da rede física, o Crédito Agrícola disponibiliza uma rede de 258 caixas automáticas próprias “B24” com serviços em funcionamento (+9 que em 2015) e de 1.520 caixas automáticas SIBS (+23 que em 2015) bem como de um vasto leque de canais digitais de conveniência (e.g. On-Line, mobile/apps, linha directa). Apostado em apoiar as empresas portuguesas e as comunidades emigrantes, o Crédito Agrícola possui escritórios de representação em França (Paris), no Luxemburgo e na Suíça (Genebra)”, avança em comunicado.

A instituição anunciou que no passado mês de Outubro, o Grupo Crédito Agrícola entrou na Região Autónoma da Madeira com a inauguração de uma primeira agência localizada no Funchal, na Praça de Colombo, colocando a sua experiência ao serviço do crescimento da economia madeirense.

“O Crédito Agrícola, pelo quarto ano consecutivo, pretende homenagear as empresas clientes que se destacaram pelo contributo para a competitividade e crescimento da economia, através da obtenção do estatuto de PME Excelência e PME Líder em 2016. O número de empresas que obtiveram este estatuto em 2016, por proposta do Crédito Agrícola, elevou-se para 221 (47 Excelência e 174 Líder), o que representa +58 que o verificado em 2015 e +148 que o registado em 2014”, realça o grupo.



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