Comprou 15 mil ações e ia vendê-las no dia do ataque: revelado motivo da explosão em Dortmund

Indivíduo de dupla nacionalidade suspeito do ataque ao autocarro do clube Borussia de Dortmund, trata-se de um investidor que comprou 15 mil ações ao clube e pretendia vendê-las no dia do ataque.

Indivíduo de 28 anos, com dupla nacionalidade alemã e russa, foi detido esta sexta-feira por suspeita da prática do ataque ao autocarro, que seguia em direção ao estádio, com a equipa do Borussia de Dortmund. Presume-se que investimentos em ações do clube estejam na origem do ataque com explosivos.

O incidente provocou dois feridos, o jogador Marc Bartra, posteriormente submetido a uma cirúrgia ao pulso, e um agente policial. Desta forma, o suspeito é agora acusado de tentativa de homicídio, ofensas corporais e de ter causado o ataque explosivo.

Primeiramente, tudo apontava para que o incidente se tratasse de um atentado terrorista, onde um iraquiano de 25 e um alemão de 28 anos foram detidos, devido à suspeita de proximidade do Estado Islâmico.

Contudo, surgiram dúvidas do que realmente acontecera, quando as autoridades policias se depararam com uma carta no local do ataque, alegadamente de radicais islâmicos a reivindicar o ataque, colocando em causa a autenticidade da mesma.

Segundo a Procuradoria-geral alemã indicou à Reuters, o suspeito, de nome Sergei, havia comprado 15 mil ações ao clube, avaliadas em 78 mil euros, para que pudesse “fazer lucro”. O plano seria vender as ações a um preço pré-determinado no dia do ataque.

“Se as ações do Borussia de Dortmund sofressem uma queda significativa [na sequência do ataque], o lucro seria várias vezes superior ao investimento inicial”, esclareceu o procurador à Reuters. “A morte ou ferimentos graves de qualquer futebolista iriam certamente contribuir para essa queda”, sublinhou.

Mas na verdade, as ações do clube caíram de 5.738 para 5.421 após os acontecimentos de Dortmund, momentos antes do jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.

O suspeito encontrava-se instalado no mesmo hotel que o clube, no dia do ataque, supostamente num quarto com vista para a rua onde ocorreram as explosões, conforme indicou a BBC. Já os investigadores presumem que Sergei terá colocado três explosivos entre uns arbustos, tendo acionados os mesmos assim que o autocarro passou pelo local.

(Notícia corrigida às 18h30)

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