5 dicas para escolher um fundo de investimento (e ter sucesso)

Desde Fundos de Tesouraria até aos de índices de ações, as escolhas são muitas e os riscos variam consoante o apetite.

Há múltiplas possibilidades para investir poupanças e é preciso perceber as diferenças quando se escolhe um produto. Investir em fundos é diferente de fazer um depósito a prazo e os aforradores devem procurar informação e avaliar prós e contras antes de tomarem uma decisão. Para isso, o Jornal Económico perguntou a Nuno Santos, administrador executivo da sociedade financeira Optimize, quais as cinco questões que um aforrador deve colocar ao gestor de ativos antes de escolher um fundo de investimento.

1) Qual o melhor fundo para mim e porquê?

Existe uma grande diversidade de fundos de investimento (fundos de tesouraria, fundos de obrigações, fundos de ações, fundos flexíveis, fundos de fundos e fundos PPR, para referir apenas as principais categorias). É importante que o investidor conheça as diferenças entre os vários tipos de fundos para perceber qual o fundo mais indicado para si. A escolha do fundo dependerá de vários fatores como sejam: qual o objetivo de investimento, qual o horizonte temporal do mesmo e qual o perfil de risco que se pretende assumir. Hoje em dia, com a atual legislação que cada vez mais protege os investidores, as instituições financeiras efetuam um questionário aos clientes com o objetivo de assegurar que o fundo escolhido pelo cliente é adequado ao seu perfil.

2) Qual o desempenho histórico do fundo versus o seu benchmark?

A rentabilidade é um dos fatores mais importantes na escolha de um fundo de investimento. Um investimento de dez mil euros com uma rentabilidade média anual de 3%, ao fim de 30 anos transforma-se em 24.273 euros, enquanto o mesmo investimento durante o mesmo período aplicado num fundo de investimento com uma rentabilidade média anual de 6% representa 57.435 euros. Assim, é fundamental conhecer a rentabilidade histórica do fundo e qual o desempenho em relação ao benchmark (índice de referência). É importante analisar e comparar estes valores não só no último ano mas também nos últimos três e cinco anos e escolher fundos de investimento cujo desempenho supere o seu benchmark.

3) Qual a posição que ocupa em comparação com outros fundos semelhantes?

É importante saber qual a posição relativa em que se encontra o fundo que me estão a aconselhar. Está nos primeiros lugares ou nos últimos? A rentabilidade pode parecer elevada mas se o fundo está nos últimos lugares do ranking há que optar por um fundo melhor posicionado, na mesma categoria de fundos. Costuma-se dizer que rentabilidades históricas não são garantia de rentabilidades futuras. No entanto, são uma referência importante na tomada de decisão.

Também neste ponto é importante analisar não só a posição relativa do fundo no último ano, bem como, nos últimos três e cinco anos, respetivamente. É preferível escolher fundos que obtenham rentabilidades acima da média no longo prazo e não apenas durante um ano.

4) Quais as comissões e custos associados ao fundo?

Os fundos de investimento podem ter comissões de subscrição, de resgate, de gestão, de depósito, de transferência, entre outras.

Um indicador importante é a Taxa de Encargos Correntes (TEC) que faz parte do IFI – Informações Fundamentais destinadas aos Investidores do fundo. Este documento é de divulgação obrigatória aos investidores. No entanto, as rentabilidades apresentadas pelos fundos de investimento em geral são líquidas da referida TEC. Por outro lado, as instituições financeiras podem cobrar despesas de manutenção nas contas e comissões de guarda de títulos. Devem-se conhecer todos os custos para evitar surpresas desagradáveis.

5) O que acontece ao meu capital se a sociedade gestora do fundo falir?

Uma das grandes vantagens dos fundos de investimento é o facto de serem entidades jurídicas independentes e autónomas das sociedades gestoras e de não responderem por dívidas destas. O património dos fundos pertence sempre aos clientes e não à sociedade gestora ou ao banco depositário o que anula o risco relacionado com a falência destas entidades.




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