Cientistas produzem ovários artificiais férteis com impressora 3D

De nome bioprostéticos, os ovários foram criados com a finalidade de devolver a fertilidade e produção de hormonas a mulheres adultas submetidas a tratamentos devido ao cancro, bem como a sobreviventes que tiveram a doença enquanto crianças ou adolescentes, com maior risco de infertilidade ou problemas hormonais.

Ricardo Moraes/REUTERS

Nos Estados Unidos, um grupo de cientistas tiveram sucesso ao criar ovários artificiais férteis através de uma impressora 3D. Esta nova técnica, experimentada em ratos de laboratório inférteis, visa permitir que mulheres afetadas por cancro possam um dia vir a realizar o sonho de ser mãe, noticia a TVI24.

De nome bioprostéticos, os ovários foram criados com a finalidade de devolver a fertilidade e produção de hormonas a mulheres adultas submetidas a tratamentos médicos para o cancro, bem como para mulheres que sobreviveram ao cancro enquanto crianças, com maior risco de infertilidade ou problemas hormonais.

Monica Laronda, investigadora e co-autora do estudo publicado na Nature Communications, explica, citada pela estação noticiosa, que “o que acontece com algumas das nossas doentes de cancro é que os ovários não funcionam a um nível suficiente e precisam de terapias hormonais de substituição”.

O material utilizado trata-se de um hidrogel biológico gelatinoso, que advém do colagénio, proteína de importância fundamental na constituição da matriz extracelular do tecido conjuntivo, presente no tecido humano, de estrutura porosa, o que permite a interação com os outros tecidos humanos.

O hidrogel é, na sua maioria das vezes, fraco e “como é composto principalmente por água, muitas vezes colapsa”, esclareceu o professor de ciência dos materiais e engenharia Ramille Shah, da Universidade do Noroeste, Illinois.

Por sua vez, Teresa Woodruff, diretora do Instituto de Investigação de Saúde Feminina de Feinberg, alegou que o uso de “bioengenharia, em vez de transplantes, para criar órgãos funcionais e devolver a saúde aos tecidos da pessoa” é o principal e último objetivo da bioengenharia ao serviço da medicina regenerativa.

“Esta investigação demonstra que estes ovários bioprostéticos conseguem funcionar a longo prazo”, declarou a diretora Woodruff.

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