Cerca de 3 mil milhões nos 44 de créditos ‘maus’ do Novo Banco

A Oliver Wyman vai entregar a avaliação do valor pedido pelo Novo Banco ao Fundo de Resolução (de 792 milhões) até meados de maio.

Rafael Marchante/Reuters

Os 44 créditos mais problemáticos do Novo Banco, referidos por António Ramalho, CEO do banco, na entrevista ao programa Conversa Capital da Antena 1/Jornal de Negócios, somam cerca de 3 mil milhões de euros, soube o Jornal Económico.

“O nosso CCA [mecanismos de capitalização contingente] está dividido em duas estruturas: 44 créditos fundamentais, em que está o grosso dos problemas, e um conjunto de créditos granulares que têm já alguns sinais de imparidades e que são geridos como um todo”, explicou Ramalho na entrevista. Mas o mecanismo na verdade está dividido em três estruturas, sendo a terceira a que aglutina as participações em capital e em Fundos de Reestruturação.

O Jornal Económico sabe que os ativos que estão sob o mecanismo de capital contingente, antes de imparidades, somam 7,9 mil milhões de euros e estão divididos da seguinte forma: 2,5 mil milhões de euros são os pequenos créditos granulares (dispersos) que são geridos como um todo; os 44 créditos problemáticos grandes somam um valor entre 2,5 mil e os 3 mil milhões e há ainda uma outra estrutura que consiste nas participações em fundos de reestruturação e nas participações em capital.

Estas participações somam também entre 2,5 mil e 3 mil milhões de euros. Aqui está incluído a GNB Vida, que está em processo de venda, e cujas imparidades superam os 400 milhões de euros (ver texto do lado). António Ramalho também admitiu que “80% dos custos com imparidades, são custos que existem sobre ativos que estão protegidos [pelo mecanismo de capital contingente do Fundo de Resolução]”.

Artigo publicado na edição semanal do Jornal Económico. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor






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