“Catástrofe” para Londres: ‘Hard Brexit’ pode custar 70 mil empregos à ‘City’

O 'Independent' diz que uma saída do Reino Unido sem um acordo comercial pode ser "catastrófico" para a cidade de Londres. Investigadores de um 'think tank' defendem que o Governo deva criar vistos de um ano para cidadãos da União Europeia.

Um ‘Brexit’ sem acordo pode ser “catastrófico” para Londres, resultando na perda de 70 mil empregos na City de Londres, escreve hoje o jornal Independent.

think tank ‘Centre of London’ defende que o país deveria ter explorado positivamente a migração, desenvolvendo um ‘City maker visa’ de um ano, para que cidadãos europeus tenham a oportunidade de visitar a cidade, aproveitando para procurar emprego ou oportunidades para startups.

A economia londrina é duas vezes mais dependente dos trabalhadores da União Europeia do que do resto do Reino Unido, apontaram os investigadores, num relatório publicado esta semana. No mesmo documento é defendido que o Governo deve alargar o prazo dos vistos de férias, para que os jovens tenham acesso facilitado de entrada durante o período de dois anos.

No entanto estas medidas não são suficientes. O think tank defende ainda que o ‘Mayor’ de Londres, Sadiq Khan, deve ter um papel fundamental nas negociações do ‘Brexit’, para assegurar que os interesses da capital estejam representados de forma adequeada.

“As nossas universidades, hotéis, restaurantes, escritórios e edifícios são frequentados maioritariamente por estudantes e trabalhadores de toda a União Europeia, numa extensão muito superior ao resto do país”, escreve o relatório, acrescentando que “os serviços da City precisam de uma clareza urgente sobre como o acesso ao mercado único vai ser regulamentado.”

“A queda do mercado único sem um acordo comercial abrangente ou arranjos de transição adequados podem ser catastróficos para muitas empresas londrinas, assim como a súbita perda de trabalhadores da UE.” O ‘Brexit’ pode também prejudicar a capacidade do Reino Unido em atrair jovens, estudantes, músicos, artistas e empresários de todo o mundo, alertou o relatório, acrescentando que essas pessoas, normalmente, passam a ser decisores do futuro e embaixadores de Londres.