O Reino Unido continua a ser uma grande nação comercial. Vamos sair da UE, mas não vamos sair da Europa, nem vamos virar costas ao comércio internacional.

No dia 29 de Março a Primeira-Ministra Theresa May deu início formal ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia. O nosso objectivo é estabelecer uma nova parceria especial e profunda, que seja no melhor interesse do Reino Unido, da UE e do Mundo. Vamos sair da UE, mas não vamos sair da Europa. Continuaremos a ser parceiros fiáveis, aliados solícitos e amigos próximos dos nossos vizinhos, com quem partilhamos tantos valores e interesses.

Desde o referendo, ouvi muitas vezes que o Reino Unido não deve e não pode questionar a indivisibilidade das quatro liberdades. Respeitamos essa posição e não procuraremos manter-nos no mercado único. Em vez disso, queremos um acordo de comércio livre entre o Reino Unido e a UE que seja mais abrangente e mais ambicioso do que qualquer outro acordo existente.

É prematuro falar de consequências e impactos económicos, quer para o Reino Unido, quer para a UE.  As negociações vão ser difíceis e haverá um período de incerteza.  Mas olhamos para o futuro com confiança, partindo de uma posição de força.

O Reino Unido é a quinta maior economia do mundo. O PIB cresceu 1,8% em 2016, a segunda taxa de crescimento mais alta no G7. A previsão oficial de crescimento para este ano é de 2%. A inflação encontra-se estável. O mercado de trabalho também está forte, com uma taxa de emprego em máximos históricos e a taxa de desemprego (4,9%) mais baixa desde 1975. No final deste ano financeiro, o défice orçamental terá sido reduzido em quase 3/4 desde o máximo histórico no pós-guerra de 9,9% do PIB, registado em 2010. A dívida pública deverá começar a diminuir em 2018-19, dois  anos antes do prazo imposto pelas regras orçamentais.  O Reino Unido está entre os seis países do mundo onde é mais fácil fazer negócios e ocupa o quarto lugar do “Good Country Index”.

Desde o referendo, empresas de vários sectores  têm demonstrado confiança para continuarem a investir no Reino Unido, como por exemplo o Softbank, a Nissan, a GlaxoSmithKline, a Facebook, a Apple, a Google e a IBM.  Também é de salientar a escolha do Reino Unido pelos EUA para a manutenção, reparação, revisão e actualização dos equipamentos para os aviões F-35.

O Reino Unido continua a ser uma grande nação comercial. Vamos sair da UE, mas não vamos sair da Europa, nem vamos virar costas ao comércio internacional. Continuaremos a apoiar uma agenda de liberalização do comércio e a valorizar as relações bilaterais com os nossos parceiros europeus. A Portugal estamos unidos pela mais Antiga Aliança, que já dura há quase 700 anos. Mas esta aliança não é só história: os laços que unem os nossos dois países permanecem hoje tão fortes como no passado, e estamos muito apostados em renovar e projectar essa aliança para o futuro – também no plano económico.

A autora escreve segundo a antiga ortografia.

Mais notícias