Brasil garante que está a fiscalizar casos de fraude com azeite português

O caso começou com uma denúncia da Associação de Defesa do Consumidor do Brasil sobre perigos presentes em azeite de marcas brasileiras, mas origem portuguesa. As autoridades brasileiras estão agora a fiscalizar.

O ministério da Agricultura brasileiro informou o Governo português de que está a fiscalizar o caso de fraude na venda do azeite no Brasil. Em causa está uma advertência feita pela Associação de Defesa do Consumidor do Brasil sobre os potenciais perigos no consumo do azeite das marcas brasileiras Tradição, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Pramesa e Lisboa, cuja origem é portuguesa.

O gabinete do ministro da Agricultura português, Luís Capoulas Santos, confirmou à agência “Lusa” as ações de fiscalização do governo brasileiro, dizendo que “o ministro da Agricultura do Brasil transmitiu que estão já em curso diversas acções de fiscalização” e que essas “serão intensificadas nos próximos dias”.

Fonte oficial do ministério referiu ainda que pediu ao Brasil “uma intervenção forte da administração do país nesta matéria” em relação às questões levantadas na semana passada. A Associação de Defesa do Consumidor do Brasil identificou perigos para os consumidores no azeite das marcas brasileiras, de origem portuguesa, Tradição, Figueira da Foz, Torre de Quintela, Pramesa e Lisboa.

“As cinco primeiras têm dois problemas graves. O primeiro é que estão defraudadas, porque foram adicionados óleos de sementes oleaginosas aos produtos. Por isso, esses azeites foram “condenados” à eliminação. O segundo problema é que, na análise sensorial, comprovamos que esses produtos dizem-se extravirgens, mas não são”, referiu o comunicado da Proteste Brasil, divulgado na semana passada.





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