Bolsa nacional negoceia no ‘vermelho’ pressionada pelos CTT e energia

Os CTT são a cotada que mais perde, estando a registar uma variação negativa de 1,72% para 2,978 euros.

José Manuel Ribeiro/Reuters

A bolsa nacional negoceia esta terça-feira, 17 de abril, em terreno negativo, a meio da sessão, acompanhando o sentimento das praças europeias. O principal índice, PSI 20, caiu 0,35%, para 5.434,62 pontos, devido às desvalorizações das ações do setor da energia e dos CTT.

Os CTT são a cotada que mais perde, estando a registar uma variação negativa de 1,72% para 2,978 euros. As ações do serviço postal caíram para mínimos históricos, tendo tocado nos 2,952 euros. Desde o início do ano, a empresa acumulado uma desvalorização de 15%.

A queda dos CTT em bolsa antecede o dia da assembleia-geral anual da empresa, onde os acionistas devem aprovar um dividendo de 38 cêntimos. O dividendo que se espera que venha a ser aprovado é quase o dobro do que deveria ser, tendo em conta os lucros que a empresa teve em 2017. A apresentação dos resultados da empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM) deve acontecer no próximo dia 2 de maio.

No setor da energia, a EDP recua 0,41% para 3,144 euros, a EDP Renováveis perde 1,69% para 7,875 euros, a Galp Energia resvala 0,80% para 15,585 euros e a REN cai 0,71% para 2,522 euros.

A Jerónimo Martins, que recebeu uma recomendação de upgrade pelo HSBC está também a acompanhar a tendência negativa do índice. A HSBC subiu a recomendação da retalhista, da categoria “reduzir” para “manter”, tendo no entanto mantido o price target da empresa nos 14 euros. A empresa já esteve a valorizar, mas está agora a recuar 0,14% para 14,320 euros.

Em terreno negativo estão também o BCP (-0,04%), a NOS (-0,12%), a Ibersol (-0,44%), a Pharol (-0,85%) e a Altri (-1,09%).

A negociar no ‘verde’ destaca-se a Mota-Engil, que valoriza 1,73% para 3,520 euros. A empresa está a recuperar das perdas das últimas sessões. A subir estão ainda a Semapa (0,32%) e a Navigator (0,13%).

Já a Sonae sobe 0,82% para 1,104, impulsionada pelo upgrade na avaliação da Haitong. O banco de investimento internacional subiu a recomendação de “manter” para “compra”, tendo no entanto reduzido o price target de 1,33 para 1,27 euros.

As restantes bolsas europeias negoceiam também em alta. O índice alemão DAX soma 0,18%, o espanhol IBEX 35 valoriza 0,35%, o francês CAC 40 ganha 0,54%, o britânico FTSE 100 sobe 0,19%, o holandês AEX aprecia 0,62% e o italiano FTSE MIB segue com uma variação positiva de 1,27%.

“Mais uma semana e mais acusações sopram do outro lado do Atlântico. Desta vez o presidente dos Estados Unidos [Donald Trump] anuncia que a Rússia e a China estão a entrar num jogo de desvalorização das próprias moedas e como sabemos, a Balança Comercial é um dos pilares da administração Trump”, explica Carla Maia Santos, gestora da corretora XTB.

Carla Maia Santos indica que “se o yuan ou o rublo desvalorizam face ao dólar, as exportações destes países tornam-se mais competitivas para países que tenham dólar”, o que significa que os Estados Unidos têm mais interesse em importar bens comerciais a estes países.

“Esta hipótese iria aumentar o défice da Balança Comercial norte-americana e isto é tudo o que Donald Trump não quer. Vislumbra-se assim, a possibilidade do governo dos EUA se focar na política cambial, levando à desvalorização do dólar. Se assim for, podemos ver o euro/dólar a quebrar em alta o range onde se encontra este ano e as matérias-primas denominadas em dólares também poderão reagir em alta”, alerta a gestora da XTB.

No mercado cambial, o euro perde 0,20%, para 1,235 dólares e a libra recua 0,13%, para 1,432 dólares.

Já no mercado petrolífero, o Brent soma 0,03%, para 71,44 dólares por barril, e o crude WTI valoriza 0,09%, para 66,28 dólares.






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