Benfica: Procura de obrigações superou 1,5 vezes a oferta

Foram 4.833 investidores a subscrever os títulos de dívida da SAD do Benfica, dos quais a maioria (51%) subscreveu um montante até 1.000 euros. O montante mínimo a subscrever eram 100 euros em múltiplos de 5 euros.

Cristina Bernardo

A procura na última emissão de obrigações do Benfica ultrapassou 1,53 vezes a oferta, segundo os dados da operação hoje divulgados através da Comissão do Mercadod e Valores Mobiliários (CMVM).

A procura foi de 92 milhões de euros para uma oferta de 60 milhões.

Recorde-se que a forte procura pelas obrigações da Benfica SAD, logo nos primeiros dias de subscrição, levou a entidade a aumentar o montante do empréstimo obrigacionista dos 50 milhões de euros inicialmente previstos para 60 milhões de euros.

A operação contou com o Montepio Investimento e com o Haitong Bank como Coordenadores Globais.  Enquanto Coordenadores Globais da operação,  foram responsáveis pelo processo de organização, montagem e admissão à negociação da Oferta.

Por sua vez, a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) e o Haitong Bank prestam os serviços de agente pagador no âmbito da Oferta, em sistema de rotatividade.

O Caixa BI juntou-se ainda como líder conjunto.

O sindicato de colocação foi composto pelo Activo Bank, Banco Best, Banco BIC, Banco Popular, Caixa BI, CEMG – Montepio Geral, CGD, Haitong Bank, BCP, Novo banco e Novo Banco Açores.

Como assessor jurídico da SAD esteve a sociedade Vieira de Almeida. E o auditor foi a PwC.

Foram 4.833 investidores a subscrever os títulos de dívida da SAD do Benfica, dos quais a maioria (51%) subscreveu um montante até 1.000 euros. O montante mínimo a subscrever eram 100 euros em múltiplos de 5 euros.
O empréstimo, com uma taxa de juro nominal bruta de 4,00% ao ano, tem uma duração de três anos, sendo o reembolso efetuado ao valor nominal, de uma só vez, em 24 de abril de 2020.

A data da liquida da Oferta Pública de Subscrição é na próxima quarta-feira.

Os acionistas da SAD a 31 de março eram o Sport Lisboa e Benfica com 66,97%; a Olivedesportos com 2,66%; o empresário José Guilherme com 3,73%; José António dos Santos com 4,3%; o Novo Banco com 7,97% e o resto está em free-float.

 

 

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