BCP com 1,6 mil milhões de euros de imóveis em balanço

O banco liderado por Nuno Amado encaixou 29 milhões com a venda de 2.466 imóveis até setembro deste ano, quase o dobro da mais-valia registada no período homólogo de 2016, com a venda de 1.568 imóveis.

O BCP tem em carteira imóveis recebidos por incumprimento de crédito no valor bruto de 1.836 milhões de euros. O que, sendo 201 milhões as imparidades constituídas para prevenir eventuais perdas com a sua venda, dá um valor líquido de 1.634 milhões de euros. Este stock compara um valor líquido de imparidades de 1.475 milhões de euros em setembro de 2016 (imparidades de 210 milhões em setembro de 2016 para estes ativos).

O banco liderado por Nuno Amado encaixou 29 milhões com a venda de imóveis até setembro deste ano, mais do dobro da mais-valia registada nos nove meses de 2016 (14 milhões).

A venda de imóveis recebidos em dação foi de 2.466 em número de imóveis vendidos, mais do que o registado nos nove meses de 2016, e que foi de 1.568 imóveis. O valor contabilístico dos imóveis vendidos subiu, de 131 milhões para 227 milhões (+73,3%). O valor da venda também subiu de 145 milhões no acumulado até setembro de 2016 para 256 milhões nos primeiros nove meses deste ano.

O banco não divulgou quanto foram as novas entradas de imóveis no terceiro trimestre.

Já em fundos de reestruturação a exposição do banco soma 1.065 milhões de euros, sendo as imparidades totais, para crédito e para Fundos de Reestruturação Empresariais de 940 milhões de euros, o que dá uma cobertura de 47%.

O banco divulgou que no terceiro trimestre houve um aumento significativo das saídas líquidas de NPE (non performing exposures) para 395 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 (103 milhões no mesmo período de 2016).

O conceito de NPE, que é da Autoridade Bancária Europeia, contempla o crédito vencido há mais de 90 dias ou crédito com reduzida probabilidade de ser cobrado sem realização de colaterais, mesmo se reconhecido como crédito em incumprimento ou crédito com imparidade. Considera adicionalmente todas as exposições se o crédito vencido a mais de 90 dias representar mais de 20% da exposição total do devedor, mesmo se não estiver classificado como crédito com imparidade. Inclui ainda o crédito no período de quarentena, durante o qual o devedor tenha demonstrado capacidade para cumprir com as condições de reestruturação, mesmo se a reestruturação tenha conduzido à saída das classes de crédito em incumprimento ou crédito com imparidade.

O BCP promete a continuação da implementação do plano de redução de NPEs, “tendo sido já alcançado o objetivo de NPEs em Portugal para o final do ano”.

Neste âmbito, salienta o banco, surge a criação da “Plataforma de Gestão de Créditos Bancários, ACE”, em conjunto com outros dois bancos portugueses, com o objetivo de aumentar a eficácia e celeridade nos processos de reestruturação de NPEs e de empresas.



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