InícioNotícia escrita porVera Gouveia Barros, Economista

O Novo Regime do Arrendamento Urbano ofereceu-me o exemplo perfeito para explicar esta coisa de tomar decisões cujos custos e benefícios dependem do comportamento de outrem.

Se na década de 40 se responsabilizavam as duas guerras mundiais pela falta de casas, em 2017 é o turismo que frequentemente aparece identificado como o culpado.

O facto de termos chegado mais tarde ao fenómeno do turismo internacional permite-nos aprender com os erros alheios, escapando-lhes. Evitar os erros, não o turismo.

Associar turismo à miséria da classe trabalhadora parece-me, pois, estranho. Se se estiver a falar do turismo de massas, mais absurdo é.

O Turismo de Portugal fez um protocolo com o Grupo HNA e, assim, a Beijing Capital Airlines vai assegurar três ligações diretas por semana, uma aposta considerada estratégica.

Estamos a falar de um sector que, em 2016, contribuiu de forma directa para 6,4% e 8,1% do produto e do emprego, respectivamente. Mais importante, as exportações de viagens e turismo são quase metade das de serviços – 16,7% das totais – e a respectiva balança apresentou um saldo de mais de 8,8 mil milhões de euros.

O debate sobre o alojamento local está longe de perder a actualidade e a relevância. Vera Gouveia Barros revisita o tema e os argumentos que foram sendo esgrimidos.

Algo que precisa de ser imposto dificilmente pode ser autêntico. E imutabilidade não é sinónimo de autenticidade. Aliás, a inovação não tem de corromper as tradições.

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