InícioNotícia escrita porSafaa Dib, Editora

Quando Donald Trump ameaça, no meio da sua insanidade, iniciar uma guerra nuclear contra a Coreia do Norte, está a lançar as bases para a concretização de todas as distopias que já lemos e vimos.

É fácil acusar os cidadãos de não se darem ao trabalho de votar, mas as responsabilidades existem nos dois lados da barricada.

Arrisco dizer que nunca terá havido tanta informação e espaço para novas vozes ativistas como hoje, sinal da vitalidade da nossa democracia.

É viável ter 13 candidatos na TV a discutir ideias? Talvez não, mas talvez seja tempo de as televisões reequacionarem o modelo de debate político durante a pré-campanha e período eleitoral.

Boas intenções por si só não bastam e ainda temos muito a aprender com outros países acostumados a lidar com comunidades étnicas de grande dimensão.

É a rede social em que ninguém aparentemente participa, mas todos sabem o que se discute nela a ponto de manifestarem publicamente as suas críticas, quando não total aversão.

As nossas noções de bem e mal, outrora presas a uma linearização excessiva, são atualizadas à medida que vamos ficando cada vez menos ingénuos e chocados com o enredo que nos é apresentado.

Podemos alegar que grande parte do que fazemos com uma ligação à Internet no telemóvel é trabalho e é importante, mas os níveis de procrastinação e distração que causam acabam por tirar alguma força a esse argumento.