InícioNotícia escrita porSafaa Dib, Editora

Será importante que a parte da América a quem ainda resta bom senso recupere o controlo. A resistência contra o abuso de poder pode não ser suficiente por si só.

A nossa capacidade de adaptação só tem de ir até um certo ponto. Podemos escolher não nos adaptar a um futuro que apenas gera desconfiança e nuvens negras no horizonte.

Quando olho para as sociedades ocidentais e para o progresso que já foi conquistado nas últimas décadas, concluo que aquilo que mudou no papel da mulher foi apenas a sua capacidade sobre-humana de desempenhar todos os papéis.

Eis um projeto que talvez trave o aparente desinteresse de grande parte dos governantes pela cultura literária que, pasme-se, constitui também um enorme chamariz turístico.

Nem sabia o significado da palavra Senologia até entrar nesse corredor da MAC e enfrentar uma fila de mulheres, algumas a aguardar notícias sobre a evolução ou não do seu cancro da mama.

Quem não se recorda há cerca de 10 anos, com o advento dos e-books, as manchetes sensacionalistas de que o livro (cópia física, entenda-se) estava morto e de que era uma questão de tempo até ser substituído pelos livros digitais?

Enquanto alguns de nós ainda damos continuidade ao modelo de vida do séc. XX, outros ajudam a desbravar o caminho rumo a um futuro de pós-capitalismo.

Até onde chega o meu conhecimento, a geração Erasmus não é uma maioria radical, nem os milhares de emigrantes portugueses são radicais por desejarem viver numa Europa sem fronteiras.