InícioNotícia escrita porRogério Junior

rjunior@jornaleconomico.pt

Esta deverá ser a melhor altura para nos reinventarmos, para arriscar e transformar o mundo, pelo menos o nosso: sem nos transformarmos primeiro, não conseguiremos mover uma migalha.

Não nos podemos esquecer que por muito sofisticada que a inteligência artificial seja nunca poderá sentir emoções, e a sua interação social será sempre condicionada à aprendizagem.

Mais que uma ideia ou um negócio, é preciso suprir uma necessidade, e o génio está em criar essa necessidade apresentando a solução.

Acredito que um dia voltaremos às cartas de amor, qual Pessoa para a sua Ofélia, escritas numa caligrafia desajeitada por mãos desabituadas a pegar numa esferográfica.

Já não há sapatos esfolados de subir o escorrega ao contrário ou roupa com cor de relva do último trambolhão.

Se antigamente se raptava o mercador rico ou alguém da sua família para solicitar o resgate em ouro, agora sequestra-se um computador, ou vários servidores, e solicita-se o resgate em bitcoins.

O meu fascínio por este mundo paralelo levou-me a constatar que existem espécies distintas de comentadores online que muito raramente se misturam, um pouco como os sapos e os crocodilos que coabitam no mesmo espaço mas não se interessam uns pelos outros.

Se pedir a um informático para arranjar o seu computador e ele olhar para si como se estivesse a falar de física nuclear, não leve a mal e pergunte-lhe qual é a sua especialidade.

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