InícioNotícia escrita porRita Garcia Pereira, Advogada

A pergunta que devemos fazer é se gostaríamos de ser defendidos por um profissional livre, credenciado pela Ordem para o efeito, ou por um funcionário, eventualmente pago por quem visamos processar.

Ao contrário do que se afirma reiteradamente, não existe qualquer demonstração de que a desregulamentação crie mais e, muito menos, melhor emprego.

De cada vez que uma notícia destas mortes nos encontra impassíveis não são, apenas, os visados que morrem: é também uma parte da natureza humana.

Quando tudo está ao alcance de um link, um dia teremos de perceber que o alvo podemos ser nós próprios e que poderá ser a nossa vida privada a que corre nas estradas da informação.

Uma Ordem enfraquecida, longe de ser um mero problema para os advogados, é menos um obstáculo ao poder político, qualquer que ele seja, e menos uma garantia para os cidadãos.

Perante o anúncio feito sobre o combate à precariedade, o mínimo que se pode exigir é que o Estado seja, pelo menos, tão competente a legislar contra si como foi a fazê-lo quanto aos privados.

Não estamos muito diferentes do que éramos há umas décadas atrás, quando a mulher tradicional era reduzida a “dona de casa” e as que quebravam esse destino eram dadas como, pelo menos, levianas.