InícioNotícia escrita porRita Garcia Pereira, Advogada

António Pires de Lima foi, essencialmente um Advogado, daqueles cuja craveira intelectual e estatura moral não se esquece.

Representativa de um ódio que se disfarça de amor, a violência doméstica tem de parar e não pode deixar de merecer o nosso repúdio, para além da mera espuma do choro imediato.

Uma sociedade que não sabe aprender com os mais velhos é uma sociedade sem memória e sem capacidade de crítica.

Estamos condenados não apenas a uma classe política que parece atrair os piores entre os já francamente maus, como a assistirmos a este triste espectáculo em que se converteram os telejornais.

A pergunta que devemos fazer é se gostaríamos de ser defendidos por um profissional livre, credenciado pela Ordem para o efeito, ou por um funcionário, eventualmente pago por quem visamos processar.

Ao contrário do que se afirma reiteradamente, não existe qualquer demonstração de que a desregulamentação crie mais e, muito menos, melhor emprego.

De cada vez que uma notícia destas mortes nos encontra impassíveis não são, apenas, os visados que morrem: é também uma parte da natureza humana.

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