InícioNotícia escrita porRita Garcia Pereira, Advogada

Que só tenha descoberto agora que Sócrates lhe terá mentido, ou seja, no mesmo exato momento em que o PS o passou a criticar publicamente, é ridículo.

Um Estado de Direito define-se (também) pela forma como trata os arguidos. Mesmo quando não gostamos. Principalmente quando não gostamos deles.

Gosto de acreditar que, mesmo na política pura e dura, não pode valer tudo, sob pena de nos tornarmos exactamente iguais, quando não piores, aos que combatemos.

Um juiz perverso é substancialmente pior que um ignorante, desde logo porque o último tem solução mas nada nos vale quanto ao outro.

Os senhores accionistas dos CTT, cujas valências até agora conhecidas se limitam a despedimentos, pagam-se e pagam-se bem.

Devemos, segundo se diz, "ser flexíveis", "aproveitar as sinergias", "apresentar dinamismo", leia-se, trabalhar quase a custo zero, as horas que forem precisas e no sítio onde for entendido. A vida privada é para “povos com muito dinheiro”.

O título deste artigo também poderia ser “Quem tem medo da auditoria?”, uma vez que a CPAS não deixou de proceder a uma para atacar inimigos políticos mas, agora, recusa outra, cujo âmbito de aplicação é muitíssimo mais importante.

Enquanto as condições se agravam para os advogados no ativo, os mais velhos e reformados mantêm-se nos seus castelos, invocando que todos os que clamam por alguma justiça relativa são ignorantes ou ingratos.