InícioNotícia escrita porPedro Romano, Analista do Jornal Económico (Página 2)

Licenciado em Jornalismo e Informação pela Universidade do Minho. Fez jornalismo económico no Diário Económico, Semanário Económico e Jornal de Negócios. Foi assessor parlamentar na Assembleia da República e trabalhou na Fundação Francisco Manuel dos Santos. Desde 2017 que se dedica à consultoria em informação e economia. Escreve no blogue Desvio Colossal.

A primeira nota é que a taxa de desemprego está mais ou menos ao nível registado antes da Grande Recessão. Os 8,8% são apenas marginalmente superiores aos 8,4% atingidos em 2007

Taxas de juro estão a descer desde meados de 2012 - um facto conhecido por quase toda a gente. Menos conhecido é o facto de a diferença entre as taxas cobradas às empresas portuguesas e as cobradas às congéneres alemãs estar cada vez mais esmagada.

Um dos maiores erros de quem discute o programa grego sem os principais números à mão é a tendência para colocar a crise da Grécia no mesmo lote da “crise dos países periféricos”.

Há muitas formas de olhar para a dívida. Em termos agregados, o valor nominal da dívida do setor não financeiro está a crescer desde há muito e atingiu em maio o valor mais alto de sempre. Mas o rácio dívida/PIB tem seguido o percurso contrário.

Os números galopantes da dívida levam-nos a ler com olhos mais céticos os dados macroeconómicos recentes. Será que andamos todos a viver uma ilusão?

Aqui vai um conselho de algibeira. Não tem o requinte e a sofisticação do que lê em 90% dos manuais de finanças pessoais, mas é provável que seja mais eficaz. Quer rentabilizar os seus investimentos e obter um retorno acima da média do mercado? É simples: torne-se rico.

Apesar de poucas pessoas terem dado por isso, as taxas de juro nos EUA estão a descer pelo menos desde os anos 80. A ‘normalização’ da política monetária não deverá inverter esta tendência secular: os juros vão subir… mas dificilmente vão atingir os valores do passado.

Em 2016, as cativações bateram um novo recorde. Surpresa? Não exactamente. Pelo menos desde o terceiro trimestre de 2016 que se sabia que a despesa ficaria bem abaixo do orçamentado. E a diferença é bem maior do que os 1.000 milhões cativados.