InícioNotícia escrita porPedro Lino, Economista

Enquanto se anunciam medidas a perder de vista, a inflação ataca e rouba os rendimentos aos portugueses todos os anos. Existe uma inflação escondida, os impostos indirectos, que diminuem o rendimento disponível dos agentes económicos, de forma quase imperceptível, mas que não rouba votos.

A maioria das empresas demonstrou falta de conhecimento, nomeadamente quanto à necessidade de consentimento tácito por parte do consumidor, tendo-se limitado a uma informação da alteração da sua política de protecção de dados.

Ao atrasar uma solução para o crédito malparado na zona euro, o BCE e a Comissão Europeia podem ter ditado o fim do projeto de integração europeia.

A Europa está protegida por um banco central disposto a comprar a estabilidade política, colocando dinheiro nos problemas como se estes se resolvessem por si.

Os inúmeros casos de má gestão no tecido empresarial português, e no próprio Estado, mostram que é preciso sistemas de avaliação de progressão por mérito, não por antiguidade, como forma de captar talentos.

Os maus hábitos já estão de volta, visíveis no crescimento do crédito ao consumo sem garantias, do crédito automóvel ou à habitação. Nem os conselhos do Banco de Portugal travam a concessão de crédito.

A diminuição de peso dos EUA no mundo não será feita sem luta e sem incerteza. E a volatilidade diária dos índices é ilustrativa de que os mercados estão sem rumo e à mercê de qualquer ‘tweet’.

Portugal e a Europa devem acelerar o seu trabalho de casa e dotar a economia e as suas instituições de bases sustentáveis, aplicando reformas e diminuindo a sua dívida pública.

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