InícioNotícia escrita porPedro Lino, Economista

Hoje temos vergonha de assumir que o mercado português está abandonado, fruto de ganância e poder, destruindo o capital de confiança e as poupanças de décadas dos investidores.

Nunca o investidor assinou tanto papel e esteve tão desprotegido ao mesmo tempo. À medida que os investidores desaparecem, os 'crashes' ou a volatilidade tendem a aumentar.

Um cartel que, contra tudo o que é a defesa de mercado, fixa o preço do petróleo ou tenta manipulá-lo, cria um novo tipo de dependência e desigualdade.

Existe uma última oportunidade, quer ao nível monetário, quer ao nível orçamental, de fomentar as condições para criar uma alternativa focada no investimento produtivo, nomeadamente através da diminuição dos custos de contexto.

No mundo financeiro, começa a ser visível que o intermediário puro será desnecessário, uma vez que as transações de instrumentos financeiros poderão ser feitas diretamente entre as pessoas.

Ao invés de se fomentar e acelerar a resolução dos problemas da banca, como o crédito malparado e a capitalização dos bancos, pensa-se em como e quem vai pagar a próxima crise.

Não há dúvida que iremos atravessar um período inflacionista e muito perigoso, uma vez que à revolução tecnológica em curso somam-se bolhas nos mercados financeiro e imobiliário.

O stock de dívida total continua a aumentar, o que num ambiente excepcional de conjuntura interna e externas não deixa de ser preocupante