InícioNotícia escrita porPedro Lino, Economista

Ao invés de se fomentar e acelerar a resolução dos problemas da banca, como o crédito malparado e a capitalização dos bancos, pensa-se em como e quem vai pagar a próxima crise.

Não há dúvida que iremos atravessar um período inflacionista e muito perigoso, uma vez que à revolução tecnológica em curso somam-se bolhas nos mercados financeiro e imobiliário.

O stock de dívida total continua a aumentar, o que num ambiente excepcional de conjuntura interna e externas não deixa de ser preocupante

Pouco a pouco regressam os lobbies, esquecem-se as dificuldades e rapidamente os interesses e teias ligados ao Estado se posicionam, e as reformas práticas são esquecidas.

Embora o excel diga que pagamos menos no curto prazo, a realidade demonstra o contrário, visto ser impossível o mercado absorver os montantes que Portugal necessita.

De vez enquando comenta-se qual será o catalizador para uma correcção dos mercados, o tal 'cisne negro', o acontecimento que não se espera.

O mundo já está na mão das máquinas. E o maior problema é que a máquina não tem medo, porque o dinheiro não é dela nem lho custou a ganhar, e este é um dos motivos pelo qual o papel dos bancos centrais vai continuar a ser determinante na economia.

Ao não legislar em devido tempo, todo o sistema foi contaminado e as más práticas de gestão validadas. Resultado? O problema do crédito malparado continua por resolver, porque alguém tem de pagar a conta.