InícioNotícia escrita porLuís Reis, Professor Universitário

Portugal pode e deve estar na linha da frente das respostas a dar às novas interrogações colocadas pelo mar. O INESC é o ponta-de-lança nacional, saibam os governos aproveitá-lo.

Se a teimosia não norteasse todos os gauleses que permanecem infiéis a Roma, terminaria de uma assentada a triste guerrilha Norte-Sul que põe em questão a escolha de Lisboa como casa natural da Agência Europeia de Medicamentos.

Espero estar enganado. Espero que aquilo que observo não seja um pântano, mas uma verdadeira maturidade tranquila da nova "democracia dos afetos" em que vivemos.

É este o momento de a oposição apresentar propostas novas, de apontar reformas, de defender a modernidade, a inovação e o crescimento económico.

O Partido Socialista é hoje, contrariando a opinião publicada dominante sobre António Costa, o principal fator de instabilidade e imprevisibilidade em Portugal.

Na melhor das hipóteses, nunca o primeiro-ministro levou a sério uma hipotética candidatura do seu número dois ao poderoso cargo em Bruxelas.

O nosso país está no topo da tabela dos infernos fiscais, aquelas geografias que punem a alta produtividade, desincentivando as pessoas a trabalhar mais tempo.

O estatuto de inamovibilidade do Governador e de independência do BdP devem ser defendidos a todo o transe e contra todas as tentativas de ingerência política – e sobretudo partidária.