InícioNotícia escrita porLuís Reis, Professor Universitário

O Partido Socialista é hoje, contrariando a opinião publicada dominante sobre António Costa, o principal fator de instabilidade e imprevisibilidade em Portugal.

Na melhor das hipóteses, nunca o primeiro-ministro levou a sério uma hipotética candidatura do seu número dois ao poderoso cargo em Bruxelas.

O nosso país está no topo da tabela dos infernos fiscais, aquelas geografias que punem a alta produtividade, desincentivando as pessoas a trabalhar mais tempo.

O estatuto de inamovibilidade do Governador e de independência do BdP devem ser defendidos a todo o transe e contra todas as tentativas de ingerência política – e sobretudo partidária.

Este contexto de isolamento total do exterior do Governo, a que o Presidente da República tem dado o seu aval ativo e empenhado, provará ser o pior inimigo do sistema.

A transfiguração do discurso político está a produzir uma espécie de “contra-Revolução Francesa”, que nos empurra em direção a uma nova Idade das Trevas.

Para o bem de Portugal, convinha que António Costa pensasse no crescimento económico e se convencesse de vez que sem economia não há país.

Tenho defendido sempre as propostas e as soluções governativas, com as suas variadíssimas matizes económicas e financeiras, que privilegiam a previsibilidade e favorecem a estabilidade legislativa e fiscal.