InícioNotícia escrita porLuís Reis, Professor Universitário

Os fenómenos políticos de marca populista ou de feição despudoradamente emocional têm feito o seu caminho à custa da degradação paulatina da qualidade das democracias onde se propagam.

O discurso castrador e neutralizante que vai fazendo o seu caminho preocupa-me e deve preocupar todos os amantes da liberdade e da democracia.

António Costa não tem que fazer nada. Basta-lhe nada fazer e não ceder às exigências dos parceiros que querem "tudo e agora".

Portugal pode e deve estar na linha da frente das respostas a dar às novas interrogações colocadas pelo mar. O INESC é o ponta-de-lança nacional, saibam os governos aproveitá-lo.

Se a teimosia não norteasse todos os gauleses que permanecem infiéis a Roma, terminaria de uma assentada a triste guerrilha Norte-Sul que põe em questão a escolha de Lisboa como casa natural da Agência Europeia de Medicamentos.

Espero estar enganado. Espero que aquilo que observo não seja um pântano, mas uma verdadeira maturidade tranquila da nova "democracia dos afetos" em que vivemos.

É este o momento de a oposição apresentar propostas novas, de apontar reformas, de defender a modernidade, a inovação e o crescimento económico.

O Partido Socialista é hoje, contrariando a opinião publicada dominante sobre António Costa, o principal fator de instabilidade e imprevisibilidade em Portugal.