InícioNotícia escrita porJoão Pedro Dias, Investigador em Assuntos Europeus

Esta crise só não teve efeitos mais perversos e potencialmente devastadores porque o novo presidente do governo espanhol, o improvável Pedro Sanchez, viu no tema uma oportunidade de se estrear a brilhar na cena internacional.

Pela primeira vez na história da UE, um dos seus principais Estados apresta-se a ser governado por influência dos populismos antissistémicos e assumidamente antieuropeus.

Se há coisa que a História da construção europeia já nos ensinou é que este processo anda sempre à frente dos modelos, dos conceitos e dos paradigmas.

Ao ocidente cabe refazer as alianças antigas e chamar para o bom combate aqueles que se bandearam para o lado do autoritarismo. A Espanha cabe entender que a questão da Catalunha tem forçosamente de ter uma solução política e não judicial.

A História da Europa e do Ocidente ganhou um novo símbolo, que, na luta contra o terrorismo islâmico, ofereceu o que de mais precioso e mais valioso possuía, a sua própria vida, para salvar a vida de um refém.

A terceira maior economia da zona euro está mergulhada numa profunda crise de governação e sem uma postura convergente em matéria de política europeia.

Urge criar um direito humanitário de ingerência que dê à comunidade internacional o direito de agir e de intervir em situações-limite, como aquelas com que estamos a ser confrontados.

A cada eleição que se vai sucedendo, a primeira preocupação é saber se sairá fortalecido o 'sistema' ou o 'anti-sistema'. Lentamente, é este último que tem vindo a marcar pontos.

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