InícioNotícia escrita porJoão Pedro Dias, Investigador em Assuntos Europeus

A cada eleição que se vai sucedendo, a primeira preocupação é saber se sairá fortalecido o 'sistema' ou o 'anti-sistema'. Lentamente, é este último que tem vindo a marcar pontos.

O Parlamento Europeu vai ganhando poder e competências, e Portugal dá o seu acordo a uma proposta que diminuirá a sua influência e peso relativos nessa mesma instituição.

Eis-nos chegado ao momento de iniciar o processo negocial que, entre outros temas igualmente significativos, terá na política comercial o seu eixo central. Sobretudo para o governo da Sra May.

Centeno, que saiu da sombra criticando o “austeritarismo”, é agora escolhido para presidir ao bastião das políticas austeritárias da União Europeia.

A Europa não pode estar à espera que a Alemanha resolva os seus problemas internos para tentar retomar o seu caminho de aprofundamento e desenvolvimento.

A emissão deste mandado europeu de detenção contra Puigdemont e seus comparsas desta ópera bufa é o último passo nessa deriva irresistível das autoridades espanholas – enfrentar os secessionistas não no campo político, mas nas salas de audiência dos tribunais.

A UE, ao passar por cima dos próprios Estados e ao deixar para estes um núcleo residual de poderes e competências, enfraqueceu o poder dos Estados e facilitou o seu relacionamento com os mesmos.

Espanha não é uma nação, é um Estado multinacional ou plurinacional, onde convivem e confluem várias nações. Por isso, esta é uma batalha condenada a não terminar.