InícioNotícia escrita porJoão Pedro Dias, Investigador em Assuntos Europeus

Quem assistiu ao debate eleitoral que a chanceler travou com o social-democrata Schulz, ficou a perceber os caminhos comuns que Paris e Berlim podem estar dispostos a trilhar.

Não chega proclamar que não devemos deixar que os terroristas condicionem e determinem o nosso modo de vida e influam sobre as nossas decisões. É falso. É mentira. Já condicionam.

Se o referendo se realizar, o dia 2 de outubro será uma incógnita tremenda, com ondas de choque que não se limitarão a Espanha.

Helmut Kohl e Simone Veil deixaram-nos num curto intervalo de tempo, mas os exemplos das suas vidas perdurarão por muito e longo tempo para além da sua morte.

O tempo dirá se Macron saberá encarnar a esperança nele depositada ou se, pelo contrário, se transformará em mais uma deceção para quem anseia voltar a ver estadistas, e não apenas governantes, ao leme da Europa.

Theresa May estará a ser vítima da sua errância e incoerência políticas e poderá estar a horas de ter de reconhecer ou admitir que a sua estratégia terá falhado.

A nossa vitória sobre esta cadeia de crime organizado dependerá, tão-só, da unidade de que dermos provas, da solidariedade que formos capazes de evidenciar.

O perigo do nacionalismo populista e extremista continua à espreita, no centro da Europa, na pátria da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

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