InícioNotícia escrita porGabriel Leite Mota, Professor Universitário de Economia

É um caso típico de conflito entre o bem individual (dos muito ricos) e o interesse público ou o bem social (da classe média e dos pobres, que são a esmagadora maioria da população).

Ninguém fica rico sem querer, sem saber como. Nem ninguém pode ser obrigado a ficar rico contra a sua vontade.

Todos sucumbem à força da ordem económica mundial que tem a capacidade de cortar financiamento aos bancos e aos países, mover as empresas, gerar o ostracismo económico.

Aquilo que um cidadão comum beneficia enquanto consumidor, perde enquanto trabalhador, enquanto familiar, enquanto cidadão, enfim, enquanto pessoa.

Se o sector privado ainda não se transformou no sentido de abraçar toda a população nacional que, nos últimos anos, se qualificou, compete ao Estado fixar essas pessoas.

Nestas eleições, votemos em consciência e não em rótulos, e mantenhamos uma vigilância cívica democrática. Nas seguintes, porque não pensar em participar como candidatos?

A nossa língua é um património, não o devemos desbaratar. Os chineses, os russos ou os espanhóis não subordinam as suas línguas ao inglês. Curiosamente, os brasileiros também não.

Nem sequer vivemos, ainda, uma verdadeira globalização: mundialmente, os fluxos económicos e populacionais internacionais são uma percentagem muita baixa dos fluxos totais. Quase todas as grandes economias vivem, ainda, essencialmente do comércio interno e com a mão-de-obra nacional.