InícioNotícia escrita porAndré Barata, Filósofo, Universidade da Beira Interior

Se calhar, por enquanto, só uma escassíssima minoria sabe o quão ambientalmente terrível é o plástico quando usado quotidianamente por uma enormíssima maioria. E este hiato tem de ser vencido.

Podemos considerar que o trabalho intrinsecamente indiferente à produtividade é um bem social e, portanto, um direito que deve poder ser fruído pela sociedade em geral.

Revejo-me na tradição da 1ª emenda da Constituição norte-americana: desde que não passe à acção, toda a opinião tem o direito à expressão. E toda quer dizer toda.

Os intérpretes da governação são também muito melhores, a começar pelo topo. É só com desconforto, até para os seus correligionários, que o ex-PM é lembrado, dada a contradição dos tempos com ele, contraste que realça a sua fraca figura.

Fora da esfera do serviço público, o uso não inclusivo da linguagem é livre. E inclui o direito a ofender. Mas ver no direito a ofender o direito a passar sem crítica e repreensão social a ofensa que exclui e discrimina é auto-indulgência.

A fronteira foi sempre, e acima de tudo, um dispositivo político de exclusões por delimitações muito peremptórias sobre quem é, de direito, sujeito de inclusão.

O mais revolucionário a fazer é: começar a parar. A melhor garantia da nossa sobrevivência como espécie é pararmos de nos comportar como sobreviventes.

Ao contrário do que se representa, a violência na nossa época de vida de mercado não está no irreversível que ela abomina, mas na dominação que insulta a autonomia da pessoa humana.