InícioNotícia escrita porAndré Barata, Filósofo

Falando direto: o debate autárquico na capital sobre o problema da habitação tem sido um jogo da cabra cega em que ninguém toca na vaca sagrada.

Tardando políticas ativas e estáveis que discriminem positivamente o Interior face ao Litoral, torna-se incompreensível a promoção de políticas penalizadoras, que agravam alguns dos piores desequilíbrios deste país.

Pensar ecologicamente a economia exige que se passe do paradigma da escassez para o da abundância, o que requer passar de uma conceção de natureza como bem privado, limitado, alvo de competição, para uma conceção de natureza como bem comum e público, partilhado.

Num quadro de pós-verdade, os professores estão condenados a fazer outra coisa: a sala de aula tornar-se-á uma tribuna para credos. E os conceitos prestarão vassalagem aos preconceitos.

A questão da dedicação exclusiva dos bolseiros é uma falsa questão. Em parte nenhuma a pertença a um centro de investigação constitui uma violação da exclusividade.

A par da internalização fisiológica de tecnologias, a externalização tecnológica de processos fisiológicos humanos são tendências que mudarão a maneira como existimos, como nunca no passado.

O que se verifica hoje é a condescendência com a mentira e, na medida inversa, a verdade em perda do seu valor facial. Aqui se joga, de forma preocupante, o valor da própria democracia.

Hoje em dia, não estar numa rede social é cada vez mais um privilégio de quem se pode dar a esse luxo, ou um ato de resistência, ou os dois em simultâneo.

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