InícioNotícia escrita porAndré Barata, Filósofo

A questão da dedicação exclusiva dos bolseiros é uma falsa questão. Em parte nenhuma a pertença a um centro de investigação constitui uma violação da exclusividade.

A par da internalização fisiológica de tecnologias, a externalização tecnológica de processos fisiológicos humanos são tendências que mudarão a maneira como existimos, como nunca no passado.

O que se verifica hoje é a condescendência com a mentira e, na medida inversa, a verdade em perda do seu valor facial. Aqui se joga, de forma preocupante, o valor da própria democracia.

Hoje em dia, não estar numa rede social é cada vez mais um privilégio de quem se pode dar a esse luxo, ou um ato de resistência, ou os dois em simultâneo.

O direito à eutanásia voluntária e ao suicídio assistido em condições de incurável sofrimento é o direito exclusivo de quem vive, não é o direito dos outros, seja da sociedade, seja dos familiares.

O pior que se pode fazer é descredibilizar e acossar eleitorados, designadamente dar por pouco qualificados ou educados os votantes em Le Pen, como os do Brexit ou os de Trump.

A desmemorização é um processo muito mais subtil do que o revisionismo histórico. Não adultera os factos, mas o quadro em que os interpretamos.

O que António Costa fez foi algo especialmente importante para os dias que correm. Foi uma lição sobre como dispensar o populismo.

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