InícioNotícia escrita porAndré Barata, Filósofo, Universidade da Beira Interior

O mais revolucionário a fazer é: começar a parar. A melhor garantia da nossa sobrevivência como espécie é pararmos de nos comportar como sobreviventes.

Ao contrário do que se representa, a violência na nossa época de vida de mercado não está no irreversível que ela abomina, mas na dominação que insulta a autonomia da pessoa humana.

O Governo joga a sua credibilidade na determinação com que tire responsabilidades políticas. Sobre o que aconteceu, mas sobretudo sobre o que não pode tornar a acontecer.

O trabalho assalariado socialmente generalizado sempre foi a outra face de um Estado paternalista, capitalista ou anticapitalista, que se recusa a conciliar vida ativa dos concidadãos e emancipação.

Um tratado comercial que retira ao poder político os poderes de proteção do seu povo não é um tratado comercial. É um garrote político.

Falando direto: o debate autárquico na capital sobre o problema da habitação tem sido um jogo da cabra cega em que ninguém toca na vaca sagrada.

Tardando políticas ativas e estáveis que discriminem positivamente o Interior face ao Litoral, torna-se incompreensível a promoção de políticas penalizadoras, que agravam alguns dos piores desequilíbrios deste país.

Pensar ecologicamente a economia exige que se passe do paradigma da escassez para o da abundância, o que requer passar de uma conceção de natureza como bem privado, limitado, alvo de competição, para uma conceção de natureza como bem comum e público, partilhado.