InícioNotícia escrita porAndré Barata, Filósofo, Universidade da Beira Interior

Pensámos demasiado o ser-se vítima da maneira como um homem branco seria vítima. Mas há formas de ser vítima que as maiores vítimas sofreram, tendo, no entanto, sido espoliadas da possibilidade de se conceberem dessa maneira.

Falhar-nos a autonomia no momento do fim da vida é trair-nos a vida inteira. Se esta escolha é tão central e absolutamente inviolável para uns não é razoável que o deixasse de o ser para outros.

A reviravolta do entendimento dos juízes tem pouco que ver com a inconstitucionalidade do que antes já haviam considerado constitucional. Tem que ver sim com a perceção de uma reviravolta, pela qual a PMA deixou de ser apenas um método de recurso para situações de infertilidade.

Faz falta a Lisboa um grande museu sobre a expansão marítima e todas as suas consequências. E também faz falta um museu que descolonize definitivamente os museus, que devem ser lugares de conhecimento e não lugares ao serviço de narrativas encomiásticas.

A aceleração colectiva do tempo, a começar pelo processo socioeconómico e a passar pela interacção nas redes sociais, é uma forma de dominação entre nós.

Não é a droga, não é a corrupção, ambas muito mais consequência do que causa, mas a desigualdade naturalizada, e que não cede a nada, que está a zangar este país numa espiral de violência assassina.

Como fazer vingar a ideia de que é necessária uma orientação diferente na evolução da tecnologia, que não é, no curto prazo, a que mais retorno dá?

Se calhar, por enquanto, só uma escassíssima minoria sabe o quão ambientalmente terrível é o plástico quando usado quotidianamente por uma enormíssima maioria. E este hiato tem de ser vencido.

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