InícioNotícia escrita porAndré Abrantes Amaral, Advogado

Há o sério risco de Portugal se tornar um Estado falhado dentro da Europa, apenas sobrevivendo porque a UE nos segura.

Esta crónica não é sobre a farsa política que vivemos, mas sobre o modo como a aceitamos.

Macron quer mostrar, com as reformas propostas, que Paris está realmente comprometida no projeto europeu. Como é que o PS, o PCP e o BE vão lidar com este projeto europeu que vem do Eliseu?

Quando a verdade não existe, o país vive uma realidade alternativa criada pelos que governam em prol das consciências dos que se deixam ir.

Salvou-se o PS português, mesmo que à custa do país. E se o PS tem agora um futuro luminoso à sua frente, o mesmo não pode dizer Portugal.

Preferimos uma Europa a duas velocidades, em que os países mais fortes se unam e se protejam, ou uma Europa desunida e em conflito permanente?

Para Macron a divisão já não se faz entre trabalhadores e patrões, mas entre um país que quer avançar e outro que estagnou.

Para que a Europa sobreviva é preciso que Macron vença em França e Merkel ganhe na Alemanha. Se um deles falhar, a UE corre o sério risco de desaparecer.

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