InícioNotícia escrita porAndré Abrantes Amaral, Advogado

Com a saída do Reino Unido da União Europeia e o enfraquecimento político, mas não económico, da Alemanha, Macron considera que a França tem o caminho livre para refundar a Europa à sua maneira.

Enquanto Costa e Rio sossegam os espíritos de boa parte dos militantes dos respetivos partidos, PCP e BE recuperam o espaço de indignação política que os carateriza. Do lado do CDS, silêncio.

Quem se deu ao trabalho de ler o programa eleitoral de Macron, as entrevistas que concedeu antes de ser presidente, cedo compreendeu que estava perante um embuste ou um combatente político.

O Facebook sabe tanto de nós que quem tenha acesso à informação que este vai recolhendo pode governar o mundo. O problema é que não é só o Facebook.

Se Mitterrand foi o melhor que a esquerda saída do Maio de 68 conseguiu produzir, Macron é a imagem de uma França que já digeriu os acontecimentos de há 50 anos.

A razão que me leva a regressar às edições em papel dos jornais é a qualidade da minha leitura. Não a qualidade do que se escreve, que não controlo, mas da forma como leio, como percebo uma notícia e escrutino a informação.

O Estado não serve para gerir favores pagos com dinheiro que nem sequer existe e que se cobra depois.

Há quem acredite que tudo passou, que a crise financeira acabou e que os problemas se foram e não voltam mais. Há quem acredite e há quem queira que se acredite.