InícioNotícia escrita porAna Pina

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O escritor espanhol contemporâneo mais lido em todo o mundo mostra-se implacável sobre o ser humano. “Tem que estar preparado para o pior. É o preço que se paga por estar no mundo. Se aprendermos a viver com o horror, encontraremos um sentido prático para a vida.” O ponto de partida para os livros é sempre o mesmo: a linha que separa ‘bons’ e ‘maus’ não é clara.

Reflexão presente e futura é o mote da última edição da bienal, que promete continuar a ser um veículo de inovação e de transformação do conhecimento. O futuro, esse, quer-se arrojado.

O cinema faz parte do ADN de Jorge Silva Melo, mas é o teatro que ainda o faz correr. Histórias de uma vida plena. De conquistas e obstáculos. De persistência. O criador dos Artistas Unidos garante que não está “acabado” e critica os que têm medo de escolher espetáculos que não foram testados.

Afonso Cruz diz que não faz planos, é levado pela vida. O desenho surgiu cedo. A vontade de fazer cinema de animação também. Disseram-lhe que não tinha ‘ouvido’, mas não desistiu da música. É autodidata. A escrita aconteceu-lhe e a estética muito própria que criou, além de conquistar prémios e leitores, fez dele um dos nomes incontornáveis da chamada nova geração de escritores portugueses.

O escritor chileno pagou caro pelas opções políticas que fez. A prisão e o exílio marcaram a sua vida, que sempre obedeceu a uma firme convicção: “ter a consciência tranquila é das melhores coisas que podemos sentir quando nos vemos ao espelho”. A escrita continua a ser uma paixão e observar o que o rodeia também. Eis o mundo visto pela lupa do cidadão Sepúlveda.

Ao fim de 15 anos sem editar um álbum de originais, Tito Paris está de volta com “Mim ê Bô”. Não perdeu o jeito. As raízes estão lá e o crioulo e a morabeza de Cabo Verde também, já para não falar em toda a lusofonia que há na sua música. Que é muita e contagiante.

José Eduardo Agualusa tem um novo livro, onde cabe Angola inteira. Do sonho à revolta, passando por uma greve de fome e, claro, esperança. Um livro com um pé na realidade e outro na ficção. Um livro que fala num país dominado por um regime totalitário à beira da desagregação, onde falta uma liderança para dirigir o descontentamento e inaugurar uma nova era. Angola vai a eleições em Agosto e “ninguém sabe o que pode acontecer”.

Elvira Fortunato é uma “fazedora” por excelência. Fazer é, pois, o seu verbo de eleição. Licenciada em Engenharia Física e dos Materiais, doutorou-se em 1995 com distinção e louvor. Assumiu a direção do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) há quase duas décadas e não tem dúvidas de que “vale a pena fazer investigação em Portugal”.