Atraso nas Finanças impede obras e reparação de submarinos no Arsenal do Alfeite

A empresa de construção naval tem o montante disponível desde janeiro.

O Ministério das Finanças ainda não deu luz verde para o Arsenal do Alfeite utilizar os seis milhões de euros que têm nos seus cofres para fazer obras durante um ano e dar início à reparação de submarinos, escreve o Diário de Notícias deste sábado.

De acordo com várias fontes da Defesa contactadas pelo DN, “o caso tem de ser resolvido nos próximos dias”, uma vez que os prazos para poder cumprir o contrato de reparação do segundo submarino da Marinha já foram alongados e os seis meses de atraso estão a causar tensão no Alfeite.

Um porta-voz da empresa de construção e reparação naval adianta ainda que a falta de autorização por parte do gabinete de Mário Centeno está a pôr em causa um projeto qualificado pelo Arsenal do Alfeite como “essencial para a sua recuperação e internacionalização”.

Isto porque, conforme explicita o matutino deste sábado, há vários procedimentos que têm de ser cumpridos: publicação do concurso internacional com um prazo de 60 dias no Jornal Oficial das Comunidades e obras, cujo intervalo de tempo a definir varia entre os nove e os 12 meses.

A firma, pertencente à Base Naval de Lisboa, constrói e realiza a manutenção e reparação naval da Marinha de Guerra Portuguesa, de outras Marinhas da Nato e comerciais, tem o montante disponível desde janeiro.

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