APED considera que aumento salarial de 4,5% está desfasado da realidade

Em entrevista à Antena 1, a diretora-geral da APED, Ana Trigo Morais, acusa os sindicatos de rigidez e propõe a criação de um banco de horas específico para o setor.

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) considera que o aumento salarial de 4,5% exigido pelos trabalhadores está “muito longe da realidade”. Em entrevista à Antena 1, a diretora-geral da APED, Ana Trigo Morais, acusa os sindicatos de rigidez e propõe a criação de um banco de horas específico para o setor.

As negociações para contrato coletivo entre os sindicatos e a APED estão longe estar concluídas. Depois das greves no período de Natal, ambas as partes devem retomar negociações já esta semana. Em cima da mesa estão a revisão de salários e a criação de um novo horário de trabalho.

Os sindicatos pedem uma subida de 4,5% nos salários atuais, mas Ana Trigo Morais entende que a proposta está longe do possível e deve ser revista, porque entretanto os salários já foram revistos com a atualização do salário mínimo nacional.

“Um aumento de 4,5% é muito. Nem a economia cresce 4,5%, nem os resultados das empresas crescem 4,5%, nem a inflação. Nós achamos que isso é um valor que está muito longe daquilo que é a nossa realidade e, repito, o setor paga valores bastante acima daqueles que estão no contrato de trabalho”, afirma Ana Trigo Morais.

Nos últimos dois anos, o setor da distribuição criou 10 mil postos de trabalho, indica a diretora-geral da APED. Para 2018 e 2019, Ana Isabel Trigo Morais acredita que o crescimento “não há-de estar longe” deste valor.



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