Donald Trump não descarta novo ataque à Síria como retaliação por crimes de guerra

O presidente norte-americano diz que, no caso de o regime sírio voltar a usar armas químicas contra o seu próprio povo de forma indiscriminada, os EUA podem voltar a retaliar com uma nova ação militar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em entrevista ao jornal norte-americano ‘Wall Street Journal‘, afirma que não descarta a possibilidade de vir a retaliar com uma nova ação militar, se as forças fiéis ao regime sírio voltarem a usar armas químicas contra o seu próprio povo de forma indiscriminada. Trump diz, no entanto, que a administração norte-americana não vai “insistir” para que o presidente sírio, Bashar al-Assad, seja deposto.

“Se estamos a insistir nisso [em forçar Bashar al-Assad a deixar a presidência da Síria]? Não. Mas eu acredito que isso vai acontecer a determinada altura”, afirmou o presidente americano, reiterando que a solução para o conflito na Síria terá de passar pela mudança de regime. “Eu acho que é difícil de imaginar, mas não considero que seja impossível”.

Depois do ataque aéreo norte-americano com 59 mísseis à base militar de Shayrat, de onde se acredita que partiram os aviões carregados com o potente agente neurotóxico gás sarin, que foi lançado sobre a população pelas forças de al-Assad, Trump diz-se determinado em garantir uma solução política para a Síria e assegurar que esta se faz respeitando os acordos e normas internacionais, nomeadamente a Convenção sobre Armas Químicas.

Trump diz ainda que o seu secretário de imprensa, Sean Spicer “cometeu um erro” quando numa briefing considerou que o alegado ataque químico contra os civis levado a cabo pelas forças de Bashar al-Assad na terça-feira, dia 4, foi pior do que as ações de Adolf Hitler durante o Holocausto. As declarações de Spicer geraram controvérsia e o secretário de imprensa veio pedir publicamente desculpa. O ataque terá feito pelo menos 86 mortos, incluíndo 27 crianças e fez mais de 500 feridos.

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