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Opinião

Uma política de rendimento universal não será emancipatória, não servirá a participação e inclusão social dos cidadãos se, com ela, não se revolucionar o nosso entendimento do trabalho e da propriedade.

Está na hora de delinearmos uma estratégia para apoiar apenas, e sem reservas, os setores onde somos ou poderemos ser realmente competitivos.

Para além da instabilidade fiscal, num Estado que protege a propriedade privada, os privados não devem ser o garante da habitação universal.

A generalização da automatização, o progresso da inteligência artificial e o avanço tecnológico constante implicam o desaparecimento de certas profissões, a criação de outras e, acima de tudo, o surgimento de formas alternativas de executar o trabalho.

Não queremos que se privatize por privatizar, queremos, apenas, que não se tenha medo de discutir essa alternativa ao lado de todas as outras, num tempo célebre por acabar com as vacas sagradas.

A CGD deve apoiar PME da economia produtiva, com bens transacionáveis e capacidade de exportação. É isto que, no atual contexto económico, se espera de um banco público.

A ideia dos cupões rapidamente chegou aos ouvidos de outros pais na vizinhança e não demorou muito até que fossem adotados por quase todas as famílias do quarteirão…

Não deve ser a escola a adaptar-se ao mercado de trabalho, pelo contrário, este é que se deverá adaptar aos requisitos de qualidade e de cidadania promovidos pelo sistema público de ensino.