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Política / Economia

Numa semana, o quadro partidário mexeu, tornou-se mais complexo e capaz de articular políticas, consensos e, até, várias possibilidades de governo (...) Importante é registar que o PSD mudou de pessoas, de estratégia e de tática. Agora devia começar o escrutínio

O chamado Bloco Central não faz nenhuma falta à sociedade portuguesa, e até a contamina perigosamente pela ligação que estabelece ao mundo dos negócios. Mas a relação do País com a União Europeia não pode estar refém do populismo da extrema-esquerda e da nova versão do 'orgulhosamente sós' do século XXI

Os elogios do PR a Pedro Passos Coelho e a Mário Soares prestam justiça e trazem moderação à sociedade portuguesa, porque, demasiadas vezes, esta parece entregue a um maniqueísmo esquerda-direita, muito PS 'versus' PSD, que envenena tudo quanto toca. Portugal só perde com isso

Só por desonestidade intelectual se pode descortinar enviesamento no funcionamento da Justiça nos últimos anos (...) Há muitos motivos para olharmos com apreço para a ação da atual PGR, Joana Marques Vidal, que tem estado a fazer tecnicamente o que deve

Desporto

Em sete meses, Sérgio Conceição melhorou o valor de plantel do FC Porto (mais 54,10 milhões de euros), ajudou a poupar 48,69 m (balanço positivo entre vendas e quase nenhumas compras) e a baixar a folha de salários mensal. Mais de 100 milhões de euros no total! Além disso comanda a Liga e está na Taça (tendo ganho ao Sporting, 1-0, na primeira mão). Dificilmente se poderia exigir mais e melhor

As exibições, e golos, de Bernardo Silva e Cristiano Ronaldo, na Liga dos Campeões, são as primeiras boas notícias, em muitas semanas, para a seleção nacional e o seu treinador, Fernando Santos. E já só estamos a quatro meses da estreia de Portugal no Mundial, com a Espanha, a 15 de junho, na cidade russa de Socchi

Bruno de Carvalho foi eleito por quase 90% dos sócios para um segundo mandato de quatro anos. O Sporting ganharia em que se centrasse no essencial: governar bem o clube. Insistir neste protagonismo, em que se vitimiza por coisas nas quais ninguém repararia se ele não falasse, é apenas ridículo

Não consigo compreender como Luís Filipe Vieira não afastou de imediato do Benfica alguns dos maiores protagonistas deste triste casos dos e-mails (...) e também não consigo entender o silêncio, espécie de omertà, que os jornais desportivos cultivam à volta do assunto

Atualidade

Quem aprecia os jogos políticos, partidários e pessoais só pode ter ficado desiludido com o discurso final de Rui Rio no Congresso. O novo presidente do PSD não perdeu tempo com as incidências do conclave, de Montenegro a Ilina, nem comentou o resultado das listas.

Os congressos dos partidos não são retiros nos quais se deva procurar tempo para refletir. Pensar, para quem quer e pode, é antes. Ali, vai-se, como aos restaurantes da moda, para ver e ser visto - e, com sorte, para sair de lá com a glória do nome nas listas.

Primeiro, o tributo ao passado recente. O elogio a Pedro Passos Coelho. Ouvindo-o falar assim, poucos devem ter sido os "companheiros" presentes na sala que se devem ter lembrado das várias críticas, explícitas e implícitas, ao ex-líder no passado recente.

A notícia de que capital angolano poderá estar interessado na compra da Cofina (haja ou não algum intermediário irrevogável a trabalhar o processo) não me surpreende. Há muito que penso que um dia, esgotada que fosse a paciência nos meandros dos inocentes que são perseguidos pela investigação do MP, e provada a inutilidade de todos os comentadores úteis que se distinguem pela sanha ao Correio da Manhã (sempre em nome da Democracia e dos direitos das pessoas, pois claro), algum "take over" acabaria por ser tentado em último recurso.

Nuno Artur Silva (NAS), administrador da RTP para a área dos conteúdos, não vai ser reconduzido. O assunto foi caso de arromba pelos restaurantes de Lisboa e mereceu até, de algumas viúvas, uma choraminguice na praça pública. Também é verdade que os inimigos públicos da NAS se movimentaram nas tribunas da maledicência pura e dura.

Durante anos na Autoeuropa a lógica foi de diálogo entre trabalhadores e conselho de administração. Eram os tempos de António Chora, militante do Bloco de Esquerda, como chefe sindical. Mas Chora reformou-se, o PCP e a sua CGTP viram finalmente surgir a hora de comandarem o processo e hoje vive-se na fábrica uma realidade social diferente.

Na passada edição do 'Jornal Económico' desvendou-se um pouco do que vai ser o futuro de Pedro Passos Coelho depois dos oito anos passados à frente do PSD. Não pretende continuar como deputado e vai deixar a política para ganhar a vida a trabalhar no privado. Dará aulas, fará consultadoria e está já a escrever um livro sobre os seus anos de primeiro-ministro. Provavelmente, acrescento eu, até rejeitou convites para fazer análise política.

Lula da Silva, no Brasil, é o mais recente episódio de uma série muito vista: sempre que um homem dito de esquerda é investigado pela Justiça, por detrás dela, evidentemente, só pode estar uma conspiração "da direita".

A recente entrevista de Rui Moreira ao jornal "Voz de Galícia" visou um objectivo estratégico. Por um lado, cercar o autarca de Vigo com quem se incompatibilizou; por outro, fazer passar uma mensagem importante, a de que há sinergias a conseguir nos transportes ferroviários, aéreos e marítimos

Quando Álvaro Santos Pereira invocou o pastel de nata pretendendo significar um produto nacional que poderia merecer uma aposta de muitos empreendedores, isso fazia todo o sentido. Afinal, estávamos ali - ele que falava, nós que o ouvíamos - na Conferência "Made in Portugal', fez há pouco seis anos.