Yellen: redução dos estímulos avança este ano nos EUA, apesar de inflação

A aceleração dos preços continua abaixo da meta da Fed, mas a presidente do banco central reafirmou esta quarta-feira o plano de redução da folha de balanço. Através de ajustes graduais à política monetária, Janet Yellen prevê que a economia norte-americana continue a crescer de forma robusta.

Reuters

Janet Yellen reafirmou os planos da Reserva Federal norte-americana de diminuir os estímulos à economia norte-americana, apesar da aceleração pouco robusta da inflação nos EUA. Durante a audiência semi-anual no Congresso, a presidente da Fed concretizou que a redução da folha de balanços do banco central irá acontecer ainda este ano.

“O Comité [Federal Open Market Committee] espera neste momento que, caso a economia evolua amplamente como previsto, irá provavelmente começar a implementar o programa este ano”, afirmou Yellen, referindo-se ao abandono da política de reinvestimento dos juros iniciada depois do fim do programa de compra de ativos.

A presidente da Fed deu assim mais um pormenor sobre o plano, depois de ter já anunciado que o banco central vai acelerar a normalização da política monetária. A Fed pretende diminuir a folha de balanços (atualmente com 4,5 biliões de dólares em obrigações), de forma gradual, através da redução do número de títulos de tesouro e títulos de hipoteca que vão atingindo as maturidades.

Apesar de “não fazer tenções de usar a folha de balanço como uma ferramenta ativa de política monetária em tempos normais”, Yellen ressalvou que “o comité está preparado para recorrer a reinvestimentos caso uma deterioração material do outlook económico justifique uma redução significativa nas taxas de juro dos federal funds“.

Em relação às taxas de juro de referência, a economista deixou em aberto se a Fed espera ou não fazer novas subidas ainda este ano, mas referiu que “continua à espera que a evolução da economia garanta aumentos graduais nas taxas dos federal funds ao longo do tempo”. Depois de dois aumentos este ano, o terceiro deverá depender da evolução da inflação nos EUA.

O índice de preços no consumidor acelerou para 1,4% em maio, ficando assim abaixo da meta da Fed. A economista lembrou o objetivo de longo prazo de uma inflação próxima de 2% e sublinhou que o FOMC continuará a monitorizar a evolução do indicador.

“Esperamos que, com novos ajustes graduais dos parâmetros de política monetária, a economia continue a crescer a um ritmo moderado nos próximos dois anos, com o fortalecimento do mercado de trabalho e a inflação a acelerar para 2%”, acrescentou Yellen perante o Congresso, segundo o testemunho divulgado previamente pela Fed.





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