Yellen: mais aumentos de taxas se economia mantiver o ritmo

“Esperar demais para remover a estratégia acomodatícia seria imprudente, eventualmente levando o comité a ter de aumentar as taxas mais rapidamente, o que arriscaria perturbar os mercados financeiros e empurrar a economia para uma recessão", disse a presidente da Fed.

REUTERS/Kevin Lamarque

A presidente da Reserva Federal norte-americana disse que novos aumentos nas taxas de juros serão necessários se a economia dos EUA continuar a ir ao encontro das perspetivas do banco central sobre a inflação e o mercado de trabalho.

“Nas próximas reuniões, o comité [de política monetária] irá avaliar se o emprego e a inflação estão a continuar a evoluir em linha com essas expetativas e se esse for o caso um maior ajustamento dos federal funds rate [a taxa de juros indicadora] seria provavelmente apropriada”, disse Yellen num discurso no Congresso.

“Esperar demais para remover a estratégia acomodatícia seria imprudente, eventualmente levando o comité a ter de aumentar as taxas mais rapidamente, o que arriscaria perturbar os mercados financeiros e empurrar a economia para uma recessão”, adiantou, sem no entanto indicar quando é o calendário para o próximo aumento.

O relatório semestral de política monetária apresentado por Yellen é o primeiro após a eleição de Donald Trump à Casa Branca. O republicano prometeu estimular a economia através de cortes nos impostos e investimento nas infraestruturas, medidas que os analistas dizem poderão impulsionar a inflação e forçar a Fed a acelerar o ritmo de aumentos nas taxas.

Segundo os analistas, qualquer sinal de Yellen sobre um aumento das taxas em março poderia abalar os mercados, especialmente os de dívida, numa altura em que os detalhes sobre a política económica da administração Trump são ainda escassos.

Na reunião de dezembro a Fed subiu as taxas e subiu a previsão de novos aumentos este ano para três dos anteriores dois.

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