Wall Street fecha em queda depois da destituição de Rex Tillerson

Isto numa sessão marcada pelos dados da inflação, a demissão de Rex Tillerson como Secretário de Estado e o bloqueio da compra da Qualcomm pela Broadcom pela Administração Trump.

Lucas Jackson/Reuters

Wall Street fecha com seus três principais índices com perdas. O Dow Jones caiu 0,68% para 25.007 pontos; o S&P 500 caiu 0,64% para 2.765,31 pontos; o Nasdaq deslizou 1,05% para 7.138,78 pontos. Isto numa sessão marcada pelos dados da inflação, a demissão de Rex Tillerson como Secretário de Estado e o bloqueio da compra da Qualcomm pela Broadcom.

Mas a notícia mais importante é a demissão fulminante do secretário de Estado Rex Tillerson, que foi rapidamente substituído pelo diretor da CIA, Mike Pompeo.

O “moderado” Tillerson, ex-presidente da empresa petrolífera Exxon Mobil, dá lugar a Mike Pompeo, considerado muito mais “radical” e cujo pensamento é mais parecido com o de Donald Trump.

A Administração Trump bloqueou oficialmente os esforços da Broadcom para comprar a Qualcomm (que caiu na bolsa 4,95%). Foi emitida uma ordem de execução referindo que há “provas credíveis” de que o acordo “ameaça prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos”. Em causa poderão estar os receios que o acordo deixaria a China dominar o desenvolvimento do 5G.

Se o acordo tivesse passado, a Broadcom, com sede em Singapura, teria a possibilidade de comprar a Qualcomm, com sede em São Diego, EUA, por 117 mil milhões de dólares. A aquisição hostil também teria sido o maior negócio na história da indústria de tecnologia.

No Dow Jones, destaque para as quedas da General Electric, que perdeu 4,44%, para a Microsoft (-2,44%), American Express (-2,35%) e Goldman Sachs (-1,77%). Ao contrário, a UnitedHealth (+ 1,87%), a Johnson & Johnson (+ 1,3%) e a Intel (+ 0,5%) foram os títulos mais altistas.

Foi divulgado o índice de preços ao consumidor norte-americano que subiu 0,2% em fevereiro, indicando que a inflação nos Estados Unidos permanece sob controle. Um mês antes, o indicador registou uma subida de 0,5%. Excluindo alimentos e energia, categorias consideradas mais voláteis, houve também aumento de 0,2% no segundo mês de 2018. Nos 12 meses até fevereiro, os preços do consumidor norte-americano subiram 2,2%; sem alimentos e energia, a subida foi de 1,8% pela terceira vez seguida. Esses dados não alteram a previsão do mercado de que a Federal Reserve (Fed) aumentará as taxas de juros na sua reunião na próxima semana.

O petróleo WTI caiu 0,83% para 60,85 dólares e o Brent perdeu 0,25% para 64,79 dólares.

O euro subiu face ao dólar 0,03% para 1,2394 dólares.






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