Wall Street fecha em alta indiferente à queda das ações dos bancos

Em Wall Street foi-se digerindo os números da banca norte-americana com o JP Morgan a destacar-se pela positiva e o Wells Fargo pela negativa no que toca aos resultados do trimestre. Em resumo o Citigroup desiludiu no trading e o JP Morgan continua a emprestar a bom ritmo e o Wells Fargo ainda não se levantou do impacto das multas regulatórias aplicadas por causa do esquema de fraudes com cartões de crédito em 2016.

REUTERS/Brendan McDermid

Os grandes bancos americanos começaram a divulgar, nesta sexta-feira 13, os seus resultados financeiros no segundo trimestre deste ano.

O índice Nasdaq 100 renovou máximos históricos ao passo que o S&P 500 ultrapassou a barreira dos 2.800 pontos, máximos de fevereiro. Por seu turno, o Dow Jones recuperou os 25.000 pontos depois de valorizar 2,3% na semana.

O Dow Jones subiu nesta sexta-feira 0,37% para 25.018,19 pontos; Nasdaq subiu 0,03% para 7.826,5 pontos; e o S&P 500 ganhou 0,10% para 2.800,98 pontos.  No Dow as ações mais otimistas foram Walgreens (+ 2%), United Technologies (+ 1,7%) e Walt Disney (+ 1,6%). Em contraste, as que mais caíram foram as da Cisco (-4,1%), Johnson & Johnson (-1,4%) e American Express (-0,7%).

Em Wall Street foi-se digerindo os números da banca norte-americana com o JP Morgan a destacar-se pela positiva e o Wells Fargo pela negativa no que toca aos resultados do trimestre. Hoje foi o dia em que foram conhecidos os números do Citigroup (-2,29%), JP Morgan (-0,43%) e Wells Fargo (-1,18%).

Em resumo  o Citigroup desiludiu no trading e o JP Morgan continua a emprestar a bom ritmo.

O Wells Fargo reportou receita e lucro mais baixos no segundo trimestre, ficando aquém das expectativas enquanto tenta resolver os seus problemas relativos a questões regulatórias. O banco ainda não conseguiu reerguer-se totalmente do escândalo de contas falsas que veio a público em 2016, e que provocou diversas multas regulatórias, investigações do governo e processos judiciais.

O banco informou nesta sexta-feira que as receitas foram de 21,55 mil milhões de dólares. Wall Street esperava uma receita de 21,677 mil milhões de dólares, segundo a Reuters. O lucro líquido  entre abril e junho foi de 5,19 mil milhões de dólares (-11,5%) também foi tímido em relação às expectativas, que queriam um lucro líquido de 5,47 mil milhões de dólares.

Já o JP Morgan Chase anunciou uma subida de 18,3% de seu lucro líquido entre abril e junho, graças, principalmente, ao bom desempenho da atividade core nos Estados Unidos.

Os resultados foram melhores do que os esperados pelo mercado, especialmente com uma receita que aumentou 6,5%, para 28,4 mil milhões de dólares, mil milhões de dólares acima das previsões médias dos analistas.

O lucro por ação do maior banco dos Estados Unidos em ativos foi de 2,29 dólares, 7 cêntimos a mais do que o esperado.

Destacaram-se os aumentos nas receitas líquidas devido aos juros, após uma série de aumentos da taxa de juro básica pela Federal Reserva e um aumento do crédito concedido em comparação com o mesmo período do ano anterior, fruto do reforço da economia norte-americana nesse período.

Por fim o Citigroup registou uma subida de 16% do seu lucro líquido no segundo trimestre, principalmente devido à redução da carga fiscal após a reforma que entrou em vigor no início do ano.

O banco reportou uma receita de 18,5 mil milhões de dólares (+2% que o esperado pelos especialistas).

O lucro por ação foi de 1,63 dólares.

O pior desempenho foi do Wells Fargo que anunciou uma queda nos depósitos e créditos em geral. No lado positivo, a empresa registou um aumento da receita líquida devido aos juros – o que também indica que o banco beneficiou das taxas elevadas pelo Fed.

 

Hoje há ainda a destacar que o Presidente norte-americano mostrou abertura para negociar um acordo comercial com o Reino Unido depois da saída da União Europeia e saliente-se que Trump nega ter criticado a estratégia de May para o Brexit  

Em termos macroeconómicos, o índice de confiança dos consumidores, medido pela U. Michigan, terá recuado em julho dos 98,2 para os 97,1 (mínimos de 6 meses). O report segue outros de vários quadrantes do globo ao indicar que os agentes económicos estão preocupados com o outcome da “guerra comercial”, ainda assim, o sentimento global mantém-se muito positivo com níveis historicamente elevados. O indicador que mede as expectativas para os próximos 6 meses ficou inalterado nos 86,4, anuncia a nota do Millennium Investment Banking.

No petróleo o WTI valoriza 0,50% no mercado dos EUA para 70,68 dólares e o Brent, referência na Europa, sobe 0,70% para 74,97 dólares.




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