Crise da batata frita esvazia prateleiras e inflaciona preços no Japão

Uma série de tufões no verão passado atingiram Hokkaid, uma das maiores regiões de produção de batatas, o que levou a uma escassez nacional no país.

REUTERS/Eric Gaillard

A colheita de batatas na ilha de Hokkaido, no Japão, foi muito fraca o ano passado devido a tufões, forçando um dos maiores fabricantes de snacks do país – a Calbee –  a parar a produção de vários produtos alimentícios. Os supermercados nipónicos estão com as prateleiras vazias e os preços de alguns itens atingiram máximos históricos.

O que antes custava 1 euro, está a ser vendido por 13 euros, como escreve a Bloomberg.

“Estamos a fazer tudo o que pudemos para retomar as vendas novamente”, disse Rie Makuuchi, porta-voz da Calbee, à agência de notícias.

A empresa estava mesmo a ponderar importar batatas dos Estados Unidos, mas acabou por pedir aos agricultores de uma ilha de sul do país para fazerem a colheita de batatas mais cedo do que o previsto.

A agência de notícias considera mesmo que é uma situação de crise nacional. Algumas pessoas conseguiram comprar pacotes de batatas fritas ao preço normal, para vender na rua por sete vezes mais. Por esse motivo, os supermercados já restringiram a quantidade de pacotes por cliente. Para além da venda na rua, há pessoas que estão mesmo a leiloar batatas fritas no site da Yahoo Japão.

 



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