Vitória de Macron menos expressiva que o previsto

O presidente passa a contar com uma maioria absoluta no parlamento, mas não tão alargada como diziam as sondagens. A abstenção voltou a ultrapassar a barreira dos 50%.

Fabrizio Bensch/REUTERS

Afinal, a próxima assembleia parlamentar francesa não será tão monocromática que aquilo que as sondagens pretendiam adivinhar: o partido La Republique En Marche, do presidente Emmanuel Macron, deverá conseguir 355 lugares. É uma maioria absoluta, para todos os efeitos, mas não com a amplitude que as sondagens previam – algumas delas considerando que o partido de Macron poderia chegar aos 430 lugares. Seja como for, Macron passa a partir de agora a poder contar com um parlamento onde as suas políticas podem facilmente ser aprovadas.

O Les Republicains, de Sarkosy e François Fillon, deverá atingir os 125 lugares – um pouco mais que o previsto, com as sondagens a afirmarem que o partido poderia não chegar à barreira dos cem lugares – assumindo-se claramente como a segunda força partidária no hemiciclo.

O Partido Socialista deverá atingir os 49 lugares, o que, ainda assim, é melhor que o esperado – permitindo ao partido, que não conseguiu chegar à segunda volta das presidenciais, manter-se como a terceira força mais importante da assembleia nacional francesa.

Só depois surge o La France Insoumise, de Jean-Luc Mélenchon, que os analistas anteciparam poder ficar bastante mais próximo do PS, o que acabou por não suceder. A força demonstrada por Mélenchon nas presidenciais não teve forma de chegar com o mesmo sucesso às legislativas.

Isso mesmo aconteceu com a Frente Nacional, de Marine Le Pen, que também não costuma repetir noutras eleições os bons resultados que por vezes conhece nas presidenciais. Mesmo assim, o partido de extrema-direita consegue agregar um grupo parlamentar de oito deputados, o que é, ao menos em termos percentuais, muito melhor que os dois deputados com que contava até aqui.

O grande vencedor da segunda volta das legislativas foi novamente a abstenção, com mais de 56% – tal como já tinha acontecido, aliás, na primeira volta há uma semana atrás.

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