Vice do PSD: Revelação de Pacheco Pereira sobre intenção de Santana em criar novo partido “é um acto de desespero”

Carlos Carreiras não gostou de ouvir Pacheco Pereira revelar que Santana quis formar um novo partido em 2011para concorrer contra Passos Coelho. Considera que revelação nas vésperas das eleições do PSD é “mais um acto idêntico a outros de um detractor permanente”.

Carlos Carreiras, vice-presidente do PSD, lança duras críticas a Pacheco Pereira pela revelação que Pedro Santana Lopes quis formar um novo partido em 2011 com o parido já sob a liderança de Pedro Passos Coelho. Carreiras, que vai apoiar Santa contra Rio, considera que a declaração do ex-deputado social democrata, nas vésperas das directas do PSD, “é um acto de desespero de criar um facto político”.

Em declarações ao Jornal Económico, Carlos Carreiras afirma que Pacheco Pereira “não merece nenhuma credibilidade nem consideração” a propósito da revelação do ex-deputado nesta quinta-feira à noite, no programa “Quadratura do Círculo” da SIC Notícias. O vice-presidente do PSD vai ainda mais longe ao afirmar que Pacheco Pereira “ainda se mantém inscrito no PSD, mas “tem sido um detractor permanente como forma de sobrevivência política e económica”, acrescentando que a revelação do novo partido “é mais um acto idêntico a outros”.

O antigo deputado e militante social-democrata acusa Santana de ter considerado que o PSD estava “morto” e “já não tinha salvação” numa altura em que Passos já liderava o partido.

José Pacheco Pereira revelou, no programa “Quadratura do Círculo” da SIC Notícias, que em 2011 foi abordado por Santana para formar um novo partido de centro-direita, que concorreria contra o PSD já liderado por Passos Coelho nas eleições legislativas. Avançou aqui que que recebeu um telefonema em 2011 para um encontro que ocorreu depois no Hotel da Lapa: “Santana Lopes disse-me a mim e a outras pessoas – por isso não vale a pena negar – que queria fazer outro partido. Estava muito indignado, porque no PSD estava a acontecer uma transição de pessoas que o enojava”, revelou, explicando que Santana estava muito indignado porque no PSD os militantes sociais-democratas estavam a transferir o seu apoio de Manuela Ferreira Leite para Pedro Passos Coelho.

Pacheco Pereira adiantou que “semanas depois, estava a fazer campanha com Passos Coelho” e que Santana Lopes “entra em contradição com tudo o que anda a dizer em campanha”. No discurso de Santana Lopes na corrida contra Rui Rio, o antigo primeiro-ministro tem insistido na ideia de que, ao contrário do seu adversário, foi sempre solidário com a liderança de Passos Coelho.

Sobre a eventual incoerência de Santana ter vindo a insistir na ideia de que, ao contrário do seu adversário, foi sempre solidário com a liderança de Passos Coelho, Carlos Carreiras reage: “Pedro Santana Lopes não era, de facto, apoiante do Pedro Passos Coelho, mas começou a reconhecer-lhe qualidades e o grave momento que Portugal estava a passar, bem como a sua política que privilegia o vermelho e verde da bandeira nacional sem nunca colocar o laranja na gaveta”.

Entretanto, Pedro Santana Lopes respondeu a Pacheco Pereira logo na noite de quinta-feira. Durante um comício em Aveiro, o candidato à liderança do PSD apelidou o ex-deputado como  “mais escondido de todos”, acusando-o de mentir para o “tentar denegrir”, preferindo usar sempre o termo movimento político em vez de partido.

Já nesta sexta-feira ao Observador, Santana Lopes negou mesmo o encontro com Pacheco Pereira para fundar um novo partido.

Ainda no mesmo programa, Pacheco Pereira criticou a falta de qualidade na campanha à liderança do PSD, anunciando que vai votar em Rui Rio, algo que, diz, “não é surpresa para ninguém”.

 






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