Vermelho é a cor do dia nas bolsas europeias

Mercados europeus perdem mais de 1% contagiadas pela banca alemã. Lisboa acompanha a tendência.

Lucas Jackson/Reuters

O PSI 20 perde 1,04% para os 4.557,04 pontos com todos os títulos negativos. Destaque para o BCP, que cede 1,31% para 0,0151 euros, em linha com as quedas que se verificam no setor da banca na Europa, devido às dúvidas com o Deutsche Bank, o maior banco europeu.

Entre os ‘pesos pesados’, as perdas da Galp Energia (-0,45%), EDP (-1,21%) e Jerónimo Martins (-0,46%) também contribuem para a desvalorização da praça lisboeta.

As praças europeias negoceiam todas em terreno negativo, com o setor da banca a ser o principal responsável pelas quedas. O índice francês CAC cai 1,65%, a praça espanhola Ibex desvaloriza 1,99% e o Footsie de Londres perde 1,18%. Ainda na Europa, destaque para o alemão Dax que perde 1,37% impulsionado pelo setor financeiro.

O Commerzbank cai 6,16%, e o Deutsche Bank (DB) desvaloriza 5,10%, após a Bloomberg ter anunciado ontem que vários fundos que recorrem ao DB para fazer a negociação de contratos derivados, usando-o como contraparte na garantia das transações, estão a retirar as suas operações e o dinheiro que têm alocado no banco alemão. Já o Commerzbank informou oficialmente que pretende cortar 9.600 postos de trabalho.

Hoje foram apresentados indicadores económicos para a zona Euro. A taxa de desemprego fixou-se em 10,1%, em linha com a expetativa dos analistas. Portugal, que registou uma taxa de desemprego de 11% no mês passado, tem a sexta taxa mais elevada da UE. Já a inflação fixou-se em 0,4%, uma subida de duas décimas em relação ao mês anterior e em linha com os valores antecipados pelo mercado.

Os futuros das bolsas americanas negoceiam negativos, o que indicia uma abertura em baixa de Wall Street.

Nas commodities destaque para o brent que corrige 1,39% das fortes valorizações que se seguiram ao anúncio de que iria haver uma redução da produção. Pela positiva, destaque para o ouro (+0,29%) e prata (+0,81%), que em momentos de maior volatilidade são ativos de refúgio para os investidores. O euro segue a perder 0,38% em relação ao dólar, para 1,1176 dólares. Os juros da dívida portuguesa sobem em todas as maturidades.




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