Vendas de retalho subiram 3% em Portugal no ano passado

As promoções no ano passado já valeram 44,8% do total das vendas registadas pelas empresas de distribuição do universo da APED.

O setor do retalho em Portugal registou uma subida de de 3% nas vendas no ano passado, atingindo os 19.522 milhões de euros.

Estes dados, hoje divulgados, respeitam ao barómetro de vendas da APED – Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, pelo que não se referem à totalidade do setor, mas ao universo das empresas associadas da APED.

“Os resultados do setor revelam índices de crescimento favoráveis em linha com o clima económico do país e a confiança do consumidor. Contudo, é importante realçar que ainda assim a economia está sujeita a alguma volatilidade e, por isso, iremos continuar a estar atentos a todas as alterações que possam vir a ter impacto no consumo e na vida das empresas”, sublinhou hoje Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED, durante a apresentação aos jornalistas dos dados do barómetro da associação relativos a 2016.

O maior aumento de vendas ocorreu no retalho alimentar, com uma subida de vendas de 3,6%, com destaque para as categorias de perecíveis e congelados, que protagonizaram subidas de vendas de 7,9% e de 5%, respectivamente, face a 2015.

Ana Isabel Trigo Morais sublinhou o facto de neste segmento do retalho, ao fim de quatro anos em queda, se ter finalmente verificado alguma recuperação nas vendas da categoria de lacticínios, embora de apenas 0,1% em comparação com 2015.

No retalho não alimentar, verificou-se um aumento de 2,1% nas vendas em 2016, com destaque para a linha branca (frigoríficos, máquinas de lavar roupa e louça), com uma subida de 6,9%.

No sentido contrário, manteve-se a fotografia, com uma quebra de 11,6% nas vendas.

As promoções são cada vez mais aproveitadas pelos consumidores, em todas as áreas de retalho. No ano passado, passaram a representar 44,8% de todas as vendas no universo da APED, subindo face à quota de 41,9% conseguida em 2015.

Os ‘discounters’ e ‘hipers’ registaram uma subida das vendas de 0,5 e de 0,2 pontos percentuais em relação ao ano precedente, mas de resto o mercado nacional da distribuição dá sinais de consolidação e maturidade, sem alterações de maior.

Apenas a quota de mercado da marca própria da distribuição, as chamadas marcas brancas, registou uma quebra de 0,5 pontos percentuais.

Ana Isabel Trigo Morais referiu ainda que, segundo os dados do INE referentes aos primeiros dois meses deste ano, “continuamos a ter algum crescimento, mas o que eu sublinho é que a inflação voltou, tendo-se fixado em 1,6% em fevereiro contra 0,6% em idêntico período do ano passado.

 

 

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