USAM vai reunir conselho regional para decidir saída do Conselho Económico para a Concertação Social da Madeira

A saída quase certa da União dos Sindicatos da Madeira do Conselho de Concertação Social prende-se com a sua discórdia sobre a aprovação de um decreto na Assembleia Regional que exclui a CGTP deste órgão.

O coordenador da União dos Sindicatos da Madeira (USAM), Adolfo Freitas, dava como “quase certa” a saída da estrutura sindical do Conselho Económico para a Concertação Social da Região, na passada quinta-feira, por discordar do projecto aprovado na Assembleia Regional que exclui a CGTP deste órgão. O dirigente afirma que a oficialização da saída só está dependente de uma reunião do conselho regional da USAM e de uma acta que oficialize essa posição.

A saída da USAM deste órgão está presa por uma questão legal. “Vamos reunir o conselho regional da USAM e formalizar a saída do Conselho de Concertação Social da Madeira e da comissão permanente deste organismo”, explicou Adolfo Freitas.

O dirigente da USAM defende que “deveria ter havido uma reunião do conselho de concertação social” e afirma que essa exclusão da CGTP “deveria ter sido fundamentada”, situações que o sindicalista diz não terem acontecido.

Nesse sentido Adolfo Freitas desafia o PSD a explicar quais os motivos que estão por detrás desta exclusão da CGTP do organismo.

“Hoje fazem isto à CGTP quem garante que não podem fazer a mesma coisa a outra organização”, alerta o dirigente da USAM. Adolfo Freitas diz que a estrutura sindical que dirige “não vai passar um cheque em branco” perante a forma como foi decidido este assunto.

De referir que a Assembleia Legislativa da Madeira aprovou na semana passada um projeto da maioria social-democrata, com votos a favor também do CDS-PP e do PS, para a integração de oito novas entidades naquele órgão e exclusão da CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional), o que deixa de fora estruturas como o Sindicato dos Professores e o Sindicato dos Enfermeiros, responsáveis por alguns dos maiores protestos de classe ocorridos recentemente na Madeira.

Adolfo Freitas explica que a USAM “integra 80% dos sindicatos da Madeira” e é uma organização intermédia da CGTP-IN, mas não conta entre os filiados com os sindicatos dos Professores e dos Enfermeiros, pois estes estão inscritos diretamente na estrutura nacional.

“Não somos contra quem entra no Conselho de Concertação Social”, realçou o dirigente que volta a manifestar o seu desagrado por “não ter sido fundamentada” esta exclusão da CGTP do Conselho de Concertação Social.




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