Uría e EY apoiam Sapec em negócio de 456 milhões

Venda da Pole Agro Business representou mais de metade dos 713 milhões de euros movimentados em M&A em janeiro. Aquisições estão a abrandar.

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O Grupo Sapec concluiu em janeiro a venda da Pole, a sua unidade de produtos químicos para fins agrícolas, ao fundo Bridgepoint, por 456 milhões de euros. A assessorar aquela que foi uma das maiores operações de fusões e aquisições no setor em Portugal nos últimos anos estiveram a consultora EY e o escritório de advogados Uría Menéndez – Proença de Carvalho (UM-PC).

Com origem portuguesa, o Grupo Sapec está cotado na bolsa de Bruxelas. O negócio foi anunciado em novembro do ano passado mas só ficou concluído em janeiro, tendo sido eleito como “transação do mês” pelo Transactional Track Record (TTR). Segundo o último relatório deste diretório de fusões e aquisições (M&A), a que o Jornal Económico teve acesso, a Pole Agro Business tem receitas anuais de 130 milhões de euros, com um lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) de 15,7 milhões e uma dívida líquida de 47,8 milhões. Em 2015, último exercício de que existem contas disponíveis, o resultado líquido  desta unidade da Sapec ascendeu a 7,07 milhões de euros.

A Uría assessorou o vendedor na componente jurídica da operação, com uma equipa liderada pelo sócio Jorge Brito Pereira e que contou com Filipa Martinho (counsel), Frederico Romano Colaço (associado) e Luís Maria Soares de Sousa.
Por sua vez, a EY teve a seu cargo a auditoria financeira e fiscal e o Lazard foi responsável pelo ‘corporate finance’.

Já o fundo comprador foi financiado por um sindicato bancário composto pelo BNP Paribas, Société Générale, Crédit Agricole CIB, HSBC, Rabobank e Mizuho. A assessoria financeira esteve a cargo do HSBC, enquanto a PwC foi responsável pela auditoria financeira. Por sua vez, a assessoria jurídica ao fundo de ‘private equity’ foi da responsabilidade da equipa da Freshfields em Madrid, com as participações dos sócios Francisco Cantos e Javier Monzón e dos associados Ana Lopez, Carla Gómez, Juan Barrios, Rocío de Troya e Victoria Bobo Jaureguizar.

M&A movimenta 713 milhões de euros em janeiro, mas desacelera face a 2015
A operação de venda da Sapec à Bridgepoint representou mais de metade dos 713 milhões de euros movimentados em operações de M&A no mês de janeiro, menos 2% que um ano antes. No total – e a confirmar esta desaceleração no mercado de M&A nacional –, o TTR registou 21 operações em Portugal no primeiro mês do ano, o que corresponde a menos 12% do que no mesmo período de 2015.

A segunda maior operação registada pelo TTR no mês de janeiro teve como protagonista a Generis Farmacêutica, que foi vendida pelo fundo Magnum à Agile Pharma, por 135 milhões de euros.

Também relevantes foram as vendas da Novabase IMS – Infrastructures & Managed Services e de uma participação de 2% do Banco Fomento Angola (BFA), por 44,04 e 28 milhões de euros, respetivamente.
Os subsetores mais ativos, em número de transações, foram as tecnologias, financeiro e seguros, imobiliário e produtos químicos.

Em termos de origem dos investidores em empresas portuguesas, o TTR destaca os capitais americanos e espanhóis, com duas operações cada, seguidos de compradores vindos do Reino Unido, Holanda, Suíça, Itália, Hong Kong e Alemanha, com uma transação cada.

  • O manjerico.

    Isto está bom é para os UM-PCs…

    É só arquivar grude.