Universitários querem câmaras a participar num plano de alojamento

A reabilitação de espaços degradados ou fechados a expensas das autarquias nas cidades que possuem academias é uma potencial solução para o problema do alojamento, dizem os estudantes.

O movimento associativo estudantil, reunido este-fim-de-semana, na Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, solicita à tutela o início de uma linha de apoio – urgente – no sentido de “dar resposta ao maior flagelo dos últimos tempos na academia portuguesa: a falta de condições das residências”.

Criticando o governo pela falta de soluções práticas para o problema do alojamento, os universitários propõem como potencial solução a “conversação com os municípios para que estes contribuam para a fixação dos estudantes e possam equacionar a possibilidade de reabilitar espaços degradados ou fechados, o que deverá materializar num plano de apoio ao alojamento estudantil”.

Este plano, explicam os estudantes em comunicado enviado às redações, seria trabalhado entre as instituições do ensino superior e os municípios no sentido de auxiliar “a reabilitação nas cidades que possuem academias, aproveitando linhas de co-financiamento, como o PEDU ou o PARU”.

Sobre o recente conflito entre o governo e os politécnicos e universidades, os estudantes juntam a sua voz às instituições de ensino superior, exigindo ao governo o pagamento das verbas em falta, no âmbito do  ‘Compromisso com a Ciência e o Conhecimento’ celebrado no ano passado. E ameaçam mesmo: “Caso até janeiro não seja resolvida a situação, iremos tomar outro tipo de medidas”.

Os estudantes exigem, igualmente, que até janeiro sejam eliminadas as taxas de inscrição e de cobrança de diplomas, bem como seja garantida a isenção de taxas e emolumentos dos bolseiros de ação social em Portugal.

Apesar de reconhecerem um aumento nas dotações orçamentais, os universitários consideram que “a sua execução pode estar aquém das necessidades do sistema”.

Do encontro saiu igualmente uma palavra de condenação para a  intervenção da polícia na Faculdade de Direito de Lisboa, na semana passada: “Não admitimos, sob qualquer pretexto, que haja espaço para retrocesso de um direito basilar no nosso país, exigindo, igualmente, explicações urgentes acerca da situação lamentável e inconcebível que se verificou na Faculdade de Direito de Lisboa.”

 



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